Psicologia

O trauma do nascimento me deixou aterrorizada por ter outro bebê

O trauma do nascimento me deixou aterrorizada por ter outro bebê

nattrass / iStock

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Tenho pavor de parto.

Isso pode parecer uma declaração boba de se fazer. Quero dizer, que mulher não está nem um pouco nervosa ao dar à luz outro ser humano sobre a dor e o alongamento, lacrimejamento e a possibilidade de uma grande cirurgia abdominal?

Mas meu medo n√£o √© apenas relegado a borboletas no est√īmago. Meu medo √© debilitante. Meu medo me mant√©m acordado √† noite, acende ataques de p√Ęnico completos e toma conta do meu corpo, induzindo v√īmitos, tremores e del√≠rio.

Isso ocorre porque meu medo é baseado em trauma de nascimento anterior, cujos resultados eu e meu filho levaremos conosco pelo resto de nossas vidas.

O nascimento do meu primeiro filho foi bastante rotineiro. Sim, acabei precisando de uma cesariana porque ele não podia passar pela minha pélvis, mas tudo correu o mais suavemente possível. Eu tinha um médico incrível que era tranquilizador, eficiente e especialista no que ela faz. Desde o momento em que fui internado no hospital até o momento em que eles me levaram de volta ao meu quarto no pós-operatório, tudo era manual. Meu bebê estava bem, eu estava bem, e nossa nova e perfeita pequena família estava bem.

Mas meu segundo filho nasceu? Isso n√£o poderia ter sido mais diferente.

Havíamos nos mudado para outro estado, o que significava que havia encontrado uma prática diferente para supervisionar meus cuidados. Desde o início, as coisas simplesmente não pareciam corretas. E, como se vê, eles certamente não estavam.

Os m√©dicos e a equipe m√©dica desta nova pr√°tica ignoraram minhas repetidas preocupa√ß√Ķes e visitas ao consult√≥rio e ao hospital, minhas queixas sobre dores p√©lvicas excruciantes e c√≥licas incomuns, minhas preocupa√ß√Ķes com minha press√£o arterial elevada e meu trabalho prematuro demiti-los como normais e administrar por via intravenosa. medica√ß√£o para interromper o trabalho sem um ultra-som para verificar o bem-estar do meu beb√™.

Talvez o pior de tudo?

Quando fui fazer minha visita regularmente programada na tarde antes de mais uma vez entrar em trabalho de parto da noite para o dia, com minha dor passando de irritante a insuportável, me disseram que eu estava sofrendo nada. Esse bebê não viria tão cedo. Eu deveria “ir para casa, beber um pouco de água e descansar. Isso cuidaria de tudo.

Ent√£o, quando essas dores de parto come√ßaram novamente, desta vez aumentando em frequ√™ncia e for√ßa, hesitei em ligar para o m√©dico ou ir ao hospital. Afinal, todas as preocupa√ß√Ķes que eu havia trazido √† aten√ß√£o delas foram descartadas como irrelevantes. Mas, por insist√™ncia de meu marido e m√£e, fui assim mesmo, e o que aconteceria dali em diante moldaria minha perspectiva de parto por uma eternidade.

N√£o apenas o residente respons√°vel por meus cuidados na triagem me informou que minha atitude era a √ļnica respons√°vel pelo que estava passando e pelo sucesso dos meus filhos, mas tamb√©m o m√©dico da minha cl√≠nica, que estava de plant√£o naquele dia, o m√©dico que tinha s√≥ estava no consult√≥rio h√° algumas semanas e quem me dissera na tarde anterior que tudo estava na minha cabe√ßa seria o √ļnico a realizar minha cesariana de emerg√™ncia.

Olhei para minha m√£e e declarei, com olhos temerosos e chorosos, que n√£o quero que ela fa√ßa a cirurgia. Eu n√£o confio nela. Minha m√£e, seu olhar cheio de desespero e desamparo, me disse que n√£o achava que eu tinha uma escolha. E com isso, sofri os mais horr√≠veis pesadelos cir√ļrgicos que eu poderia ter imaginado.

Al√©m de me ter sido prometida a medica√ß√£o para a dor, apenas para ser negada repetidas vezes, fui-lhe administrado um bloqueio espinhal que n√£o funcionava com algo que exigia toda a persuas√£o que eu conseguia convencer a equipe cir√ļrgica a fazer antes que me cortassem. Minha press√£o sangu√≠nea caiu durante a cirurgia para n√≠veis amea√ßadores √† vida, e eu n√£o conseguia encher meus pulm√Ķes com mais do que um canudo no ar por causa de toda a press√£o e press√£o que eles estavam colocando no meu corpo para tirar o beb√™, algo que eu faria o aprendizado posterior provavelmente foi resultado dessa inexperi√™ncia dos m√©dicos quando se tratava de tirar um beb√™ do √ļtero com bastante rapidez depois de fazer a incis√£o antes que o m√ļsculo se contra√≠sse com o poder herc√ļleo para mant√™-lo nele.

Quando eles finalmente deram à luz o bebê com a ajuda de um vácuo, ele estava triste e apático. Mais tarde, descobriríamos depois que ele parasse de respirar que esse era o resultado de um derrame que ele sofrera a qualquer momento entre as três semanas que antecederam seu nascimento e o próprio parto. E quando reclamei da dor excruciante que nenhuma quantidade de remédio que eles estavam me dando após a cirurgia diminuiria, eles me ignoraram e meu histórico médico anterior detalhando que o alívio tradicional da dor não funciona com meu corpo.

Eu estava machucado, machucado e literalmente morrendo de dor f√≠sica e emocional, meu beb√™ mal se agarrando √† vida na UTIN. E essas, combinadas com as defici√™ncias e a vida √ļtil das terapias e dos cuidados m√©dicos que meu filho deve suportar, s√£o as cenas de horror que continuam a aparecer em minha mente em cenas repetidas que, quando engravidei inesperadamente, pela terceira vez, me causaram um desequil√≠brio emocional e f√≠sico .

Ent√£o, sim, eu tenho pavor de parto. Tenho pavor de ser ignorado, de morrer na mesa de opera√ß√Ķes, de meu beb√™ sofrer nas m√£os de uma equipe m√©dica n√£o qualificada e antip√°tica.

E eu sei que n√£o estou sozinha.

Minha hist√≥ria √© √ļnica e o resultado raro. A maioria das entregas ocorre sem problemas. At√© o parto de meu terceiro filho, aquele que passei nove meses temendo em uma histeria alimentada por ansiedade, estava livre de incidentes. Mas isso n√£o torna o medo do parto menos real para muitas mulheres, inclusive eu.

Para outras mulheres que sofrem desse mesmo medo, ofere√ßo este conselho: ou√ßa seu cora√ß√£o. A intui√ß√£o das m√£es √© tudo, menos besteira. Confie nos seus amigos e familiares, at√© mesmo em um profissional de sa√ļde mental, se necess√°rio. Encontre uma equipe m√©dica com quem voc√™ se sinta confort√°vel. Lembre-se de pensar positivamente. As chances de seus medos se concretizarem s√£o extremamente baixas, mas isso n√£o significa que seus medos n√£o sejam v√°lidos ou significativos.

Mais importante, nunca esqueça que você é importante. Seu bebê é importante. E seus sentimentos, quaisquer que sejam, certamente importam.

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