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Essa √© a m√°gica dos livros do ‘Baby-Sitters Club’

Essa é a mágica dos livros do 'Baby-Sitters Club'

ESCOLAR

Voc√™ sabe como algumas coisas da sua inf√Ęncia ficam com voc√™ para sempre? O clube das bab√°s √© definitivamente uma dessas coisas para muitas de n√≥s, garotas da gera√ß√£o Y / GenX.

Kristy, Claudia, Mary Anne, Stacey, Dawn, Mallory, Jessi e Abby eram oito dos melhores amigos que alguém poderia ter. Da pequena cidade de Stoneybrook, Connecticut, todos sentimos que tínhamos personagens aos quais poderíamos nos conectar. Essas garotas eram chocantemente normais e passaram pelas mesmas coisas que nós. E, no entanto, eles sempre foram tão ousados. Eles deram uma geração inteira de meninas para admirar e imitar.

N√£o me lembro quantos anos tinha quando li meu primeiro livro do BSC, mas acho que provavelmente tinha uns sete anos. Minha introdu√ß√£o √† s√©rie foi realmente atrav√©s do Irm√£zinha livros, focados na irm√£ adotiva de Kristys, Karen. Tenho certeza de que sou a √ļnica pessoa na internet que amava Karen. Ela era um idiota ador√°vel, que √© praticamente a minha marca, mesmo que eu n√£o soubesse naquela √©poca.

Livros sempre foram os meus. Então, uma série de livros estava no meu beco nessa idade. Como um leitor voraz, eu poderia devorar os livros do BSC como batatas fritas Рe eu fiz.

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Toda vez que havia uma feira de livros escol√°sticos na escola, minha m√£e sabia que 75% do meu volume de livros seria O clube das bab√°s. Meus pais nunca reclamaram, mesmo quando eu escondi livros por toda a casa. Eu os colocava atr√°s do radiador no banheiro, entre o colch√£o e a mola de caixa e debaixo do travesseiro.

Havia algo sobre O clube das bab√°s isso apenas me trouxe – e tantos outros – tanta alegria. Eles estavam lidando com problemas reais com os quais as crian√ßas lidam. Esses livros cobriam praticamente qualquer t√≥pico que voc√™ pudesse imaginar: racismo, dist√ļrbios alimentares, morte, v√°rias crian√ßas com necessidades especiais e uma quantidade obscena de mist√©rios. S√©rio, n√£o admira que nossa gera√ß√£o seja obcecada por podcasts de assassinatos e shows de fantasmas na Netflix.

E praticamente todo mundo podia encontrar uma garota com quem se relacionar, o que, em tenra idade, era t√£o importante para mim. Eu tinha tr√™s favoritos: Claudia, Stacey e Jessi. Claudia era a c√īmoda mais legal e adorava junk food, o que a tornava perfeita no meu livro. Eu ainda gostaria de poder me vestir com tanto medo quanto ela naquela √©poca! Eu amava Stacey porque ela era de Nova York e eu estava crescendo em Staten Island, embora pass√°ssemos muito tempo na cidade. Mas eu tinha mais em comum com Jessi, √©ramos ambos negros e dan√ßarinos.

Nos anos 90, n√£o havia muitos livros contempor√Ęneos que apresentavam meninas negras como personagem principal. Jessi me fez sentir visto de uma maneira que a maioria da m√≠dia que eu consumia quando crian√ßa n√£o. Ela n√£o era apenas uma personagem coadjuvante, ela tinha livros inteiros focados ao seu redor e o que estava acontecendo em sua vida. Como eu, ela frequentemente se via movendo por espa√ßos em grande parte brancos e, mesmo assim, ela ainda n√£o era simbolizada; ela foi tratada como todo mundo.

Jessi era um √≠cone, mesmo que n√£o a estiv√©ssemos percebendo dessa maneira na √©poca. Porque antes dela, qualquer garota negra em uma hist√≥ria estava sempre sofrendo. Muitos livros escritos antes O clube das bab√°s apresentando um personagem principal preto, eram livros de edi√ß√Ķes, principalmente livros que se concentravam em coisas como o racismo e a segrega√ß√£o da d√©cada de 1960. Esses livros eram importantes, mas para uma crian√ßa, eles ficaram velhos. N√£o queria ler sobre garotas negras que viviam quando minha m√£e era crian√ßa; Eu queria algu√©m que se parecesse comigo e agisse como eu. Jessi Ramsey deu √†s meninas negras a chance de se verem como apenas uma da tripula√ß√£o.

Mas a maior coisa sobre O clube das bab√°s √© amizade. No centro da s√©rie, as meninas s√£o todas melhores amigas. √Č dif√≠cil ter tantos amigos √≠ntimos quando voc√™ √© um adolescente. Tantas coisas poderiam ter quebrado suas amizades. E √†s vezes eles quase fizeram. Novos amigos chegando e velhos saindo, crescendo e encontrando seus pr√≥prios interesses – e, na maioria das vezes, meninos ficavam entre as meninas do BSC. Mas no final do livro, eles geralmente eram todos amigos novamente.

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Mesmo agora, existem poucas hist√≥rias para meninas que retratam esse n√≠vel de amizade. E mesmo que seus problemas fossem resolvidos ao final daquelas 100 p√°ginas, o que acontecia na hist√≥ria sempre parecia t√£o real. Como o ci√ļme de Kristys quando Mary Anne e Dawn se tornam amigas. Ou Stacey pensando que talvez seus amigos n√£o fossem legais porque ela estava saindo com as l√≠deres de torcida. Ou Mary Anne se irritando com o qu√£o inst√°vel Stacey se torna quando h√° garotos bonitos por perto. Todos esses enredos s√£o fi√©is aos meandros das amizades entre adolescentes e adolescentes.

Ent√£o, quando soube que o Netflix estava reiniciando O clube das bab√°s como uma atualiza√ß√£o contempor√Ęnea do antigo programa de TV, fiquei empolgado. Desde o in√≠cio dos anos 2000, a maior parte da s√©rie est√° esgotada. Novas vers√Ķes dos primeiros 15 livros da s√©rie surgiram ao longo dos anos, mas, no geral, existem v√°rias gera√ß√Ķes de meninas por a√≠ que nunca tiveram o prazer de conhecer o BSC.

Embora existam muito mais programas e livros para meninas que lidam com as lutas contempor√Ęneas que enfrentam, O clube das bab√°s √© um cl√°ssico. Essas meninas eram mulheres de neg√≥cios antes de haver CEOs femininas de empresas da Fortune 500. Claro, eles se meteram em algumas situa√ß√Ķes question√°veis, mas sempre conseguiam se livrar deles com pouca ajuda dos adultos.

No caminho deles, O clube das bab√°s livros eram bons, divertidos e limpos. Mas eles ainda conseguiram manter as coisas novas e relevantes. Eu aprendi o que era autismo porque havia um personagem com autismo em Stoneybrook. Os Pikes eram como a vers√£o n√£o m√°gica dos Weasley, enquanto JK Rowling ainda escrevia o primeiro livro de Harry Potter. O BSC foi uma das primeiras s√©ries de livros contempor√Ęneos a serem adaptados para TV e filme.

Há uma razão pela qual muitos de nós se lembram com carinho O clube das babás. Para muitos de nós, foi a primeira vez que nos sentimos realmente vistos. Sentimos que havia alguém por aí que entendia o que estava acontecendo em nossas vidas e o colocava nas páginas de um livro. E quando você é adolescente, principalmente uma garota, só quer encontrar alguém com quem se relacionar. Não consigo pensar em ninguém melhor do que as meninas (e o menino!) Do clube de babás.