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Sobrevivendo ao Halloween quando você está assustado com a campainha

Sobrevivendo ao Halloween quando você está assustado com a campainha

Como autor de muitos livros de Halloween para crian√ßas, voc√™ acha que estou ansioso pelo feriado real. Mas a verdade √© que eu odeio o Halloween. Esculpir ab√≥boras ou explodir fantasmas infl√°veis ‚Äč‚Äčgigantes n√£o me atrai. Mas o que realmente me assusta √© atender √† porta uma convoca√ß√£o assustadora de um interlocutor desconhecido.

Toda vez que a campainha toca, tenho um desejo incontrol√°vel de me esconder atr√°s do sof√°. Isso √© bastante dif√≠cil em circunst√Ęncias normais. Mas no Halloween, √© um pesadelo. Mesmo quando eu sei que est√° chegando, o som da campainha me faz pular.

No √ļltimo Halloween, coloquei uma grande tigela de doces na varanda da frente com uma placa que dizia “Sirva-se!” e algu√©m o fez, fugindo com cada √ļltima pe√ßa. O malandro at√© pegou a tigela.

Agora, mais uma vez, o Halloween est√° se aproximando de mim.

“Basta desligar as luzes e fingir que n√£o est√° em casa”, aconselhou minha amiga Jess quando perguntei a ela sobre isso.

Isso pode funcionar para Jess; ela mora em uma fazenda em um canto remoto de Connecticut. Mas moro em um bairro onde todos se conhecem. Seria considerado anti-social escurecer no Halloween.

Crescendo no sub√ļrbio de Detroit, meus amigos e eu √©ramos trapaceiros, subindo uma rua e descendo a outra, nossos dentes batendo sob nossas roupas fr√°geis. N√≥s n√£o desistimos do fantasma, por assim dizer, at√© que as luzes da varanda come√ßaram a se apagar, uma a uma.

“Voc√™ me viu? Voc√™ me viu?” Perguntei animadamente ao meu professor da segunda s√©rie na manh√£ seguinte. A sra. Greer morava apenas duas ruas acima. “Eu era uma bruxa!”

“Oh, havia tantas bruxas; Não me lembro de todos eles Рrespondeu meu professor, com um aceno de desprezo.

Antes da aposentadoria, tenho certeza de que a sra. Greer viu bruxas suficientes para durar a vida inteira.

Mas eu fui a primeira bruxa depois que a luz da varanda se acendeu, Eu lembro de pensar. Parecia tremendamente significativo na época. Eu era um importante bruxa!

Todos os aspectos do Halloween eram emocionantes naquela √©poca, mas, como adulto, sinto que devo contribuir para o feriado de acordo com meus talentos. N√£o tenho talento para atender a porta. Eu tenho um talento para contar hist√≥rias de Halloween a partir de lembran√ßas da inf√Ęncia. Eu acho que √© uma contribui√ß√£o respeit√°vel para o esp√≠rito do feriado.

Mas isso n√£o me impede de atender a porta.

No fim de semana passado, minha filha Annelise visitou de Nova York, onde está na pós-graduação. Enquanto ela estava aqui, ela decorou a varanda da frente com vasos de mães amarelas e alaranjadas.

“Eles ficar√£o bem no Halloween”, disse ela.

De repente, um raio de esperança brilhou através da escuridão iminente. O Dia das Bruxas é quinta-feira deste ano e Annelise não tem aulas às quintas-feiras.

O que significa que ela estar√° livre no Halloween.

“Como voc√™ se sente sobre as campainhas?” Eu perguntei casualmente. Isso poderia funcionar; ao contr√°rio de mim, minha filha milenar √© autoconfiante e n√£o √© facilmente intimidada.

Os olhos dela se arregalaram. “Oh, meu Deus”, disse ela, “eles me assustam totalmente”.

No dia seguinte, ela voltou à escola, conversando alegremente sobre sua fantasia de condessa de cadáver para o Desfile de Halloween na Vila de Nova York (ela é uma antropóloga forense; cadáveres reais, reais ou conjurados, não a incomodam).

Eu n√£o entendo; ela adora o Halloween e n√£o tem problemas com cad√°veres.

Ela simplesmente odeia campainhas.

Desde então, descobri que minha filha não está sozinha. Muitos millennials acham as campainhas apavorantes; a maioria prefere um texto. Mas onde isso me deixa, a mãe madura do milênio?

Escondido atr√°s do sof√° no Halloween.