"Seria melhor se eu não estivesse aqui" e outras mentiras Depressão pós-parto lhe diz

“Seria melhor se eu n√£o estivesse aqui” e outras mentiras Depress√£o p√≥s-parto lhe diz

Mam√£e assustadora e kitzcorner / Getty

Outro dia me deparei com uma citação que meio que me deteve:Algo que eu acreditava que estava sendo feito me transformou em algo que quase me quebrou.

Isso imediatamente me fez pensar na nova m√£e assustada que eu costumava ser. Quero dizer, eu acho que no grande esquema das coisas, eu ainda sou relativamente novo em toda essa coisa de m√£e, mas minha confian√ßa √© aos trancos e barrancos mais forte do que era quando vi essa cita√ß√£o e a senti profundamente dentro da minha alma. Minha mente e corpo est√£o em um lugar muito melhor agora do que costumava estar, e isso √© tudo porque algu√©m me amava o suficiente para me fazer obter a ajuda de que precisava, mesmo quando n√£o estava disposta a faz√™-lo por mim mesma. Eu tinha fixado essa cita√ß√£o em um dos meus pain√©is do Pinterest h√° muitos meses, e essa cita√ß√£o me impressionou em um momento em que n√£o estava me sentindo forte, quando fui assolada por d√ļvidas e sentimentos de profunda inadequa√ß√£o. Quando eu vi no outro dia, isso me trouxe de volta √†queles dias sombrios que eu n√£o gosto mais de pensar. Essa cita√ß√£o ressoou comigo em uma √©poca em que eu disse coisas que literalmente quebram meu cora√ß√£o, e at√© acho que uma vez eu disse em voz alta.

Seria melhor se eu n√£o estivesse mais aqui.

Essas foram as palavras que sa√≠ram da minha boca, duas vezes, duas vezes separadas, exatamente uma semana de intervalo quando nosso beb√™ tinha tr√™s e quatro semanas de idade. √Č claro que, com a b√™n√ß√£o da retrospectiva, eu sei agora que a segunda vez que Jeff me ouviu dizer isso, diga a ele que ele deveria apenas encontrar uma nova esposa, algu√©m que pudesse ser m√£e e esposa e n√£o uma bagun√ßa, era aquele que realmente assustou ele. Isso o assustou o suficiente para ligar para o hospital e perguntar o que ele poderia fazer para me ajudar, porque n√£o havia como isso estar certo, que eu pudesse estar t√£o assustada, ansiosa, desanimada. Foi absolutamente a coisa certa a ser feita e acabou sendo a melhor decis√£o sobre os pais que tomamos at√© o momento. Mesmo quando eu estava com raiva dele por ter telefonado, quando eu estava com tanta vergonha, foi a decis√£o certa e mudou toda a trajet√≥ria daqueles primeiros meses de maternidade para mim.

Seria melhor se eu n√£o estivesse mais aqui.

O fato √© que n√£o √© como se eu me sentisse suicida. N√£o tive pensamentos, tend√™ncias ou a√ß√Ķes violentas. Eu n√£o queria me machucar ou ao beb√™. Eu n√£o tinha um plano para o que seria ou mesmo o que significava n√£o estar mais aqui. Senti uma necessidade ou instinto quase constante de fugir, de fugir. Eu estava com medo o tempo todo e constantemente preocupado com o fracasso. Eu estava preocupado que estivesse fazendo tudo errado e que n√£o iria me sentir conectado a essa doce criatura que eu criei.

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Antes mesmo de dizer a frase Seria melhor se eu n√£o estivesse mais aqui, em voz alta na presen√ßa de mais algu√©m, eu pensara in√ļmeras vezes. Eu sussurrava para mim mesma enquanto bombeava, enquanto o beb√™ chorava e n√£o trava, enquanto eu n√£o conseguia desligar meus pensamentos no segundo em que eu deitava para tentar dormir. Eu estava em total nega√ß√£o de que algo estivesse realmente errado. Mesmo quando eu colocava o beb√™ em sua bermuda no meio da noite, n√≥s dois chorando, cal√ßando minhas botas e casaco de inverno e chorando para Jeff que eu tinha que vai. Mesmo quando sa√≠ de casa √†s 3 da manh√£ em minha camisola, entrei no carro e dirigi pela rua do nosso bairro apenas para me pegar e dizer:Que diabos est√° fazendo? Onde voc√™ vai?,e virou-se para chorar em casa.

Mesmo então, naqueles momentos de completo caos, eu disse a mim mesma que sim, era horrível e isso não podia estar certo, mas quantas outras pessoas passam por isso? Afinal, eles não disseram que os bebês azuis são normais durante nossas aulas de parto?

Quando cheguei ao estado emocional em que falei em voz alta para outra pessoa –Seria melhor se eu n√£o estivesse mais aqui –√© como se tudo no meu corpo estivesse gritando por socorro, como se soubesse que n√£o poderia continuar desse jeito. Eu n√£o sabia o que havia de errado comigo, n√£o sabia por que n√£o conseguia me levantar e sacudir. Eu estava negando que isso fosse algo al√©m do normal blues de beb√™, como eles dizem, porque eu era paran√≥ica se admitisse, que se algu√©m descobrisse que eu me sentia isto, que algu√©m levaria meu beb√™. N√£o ajudou que eu tivesse pesquisado no Google a diferen√ßa entre blues de beb√™ e depress√£o p√≥s-parto e outras coisas do g√™nero, e lia hist√≥rias de horror ap√≥s hist√≥ria de horror do que poderia acontecer.

No dia em que meu marido ligou para o hospital e comparecemos a uma consulta de avaliação de ingestão que durava para sempre, parecia uma montanha-russa emocional entre vergonha esmagadora de alma e alívio quase eufórico.

Mesmo ap√≥s a primeira consulta com uma porta girat√≥ria de profissionais de sa√ļde mental, s√≥ na metade do meu primeiro dia de tratamento percebi que isso, o que eu estava passando, era na verdade depress√£o e ansiedade p√≥s-parto e, embora n√£o seja normal, n√£o anormal e esses sentimentos n√£o me fizeram uma m√£e ruim e n√£o precisava ser assim.

O tratamento que recebi, o acompanhamento que tive com meu terapeuta, a gra√ßa que aprendi a me dar … essas coisas me fizeram a m√£e que sou hoje, a que tenho orgulho de ser, a que tenho confian√ßa em ser. Hoje em dia n√£o me preocupo se outra pessoa √© mais adequada para estar l√° para o meu filho; Eu n√£o me preocupo sem parar que eu esteja fazendo tudo errado com a m√£e; Eu n√£o me preocupo que eu n√£o posso lidar com isso. N√£o me escondo mais de vergonha, n√£o choro mais no chuveiro e n√£o sinto mais a necessidade de fugir. Mas deu trabalho e foi necess√°rio o apoio de outras pessoas, e foi necess√°rio que eu admitisse que o que eu esperava e o que √© a realidade eram diferentes e tudo bem. Isso exigia que eu admitisse que estava com medo, mas tudo bem e continuar, mesmo que estivesse com medo. Exigia que eu admitisse que n√£o h√° problema em pedir ajuda e receber ajuda quando oferecida. Todas essas coisas ainda s√£o coisas sobre as quais tenho que ser intencional e dedicar esfor√ßos diariamente; √© um processo cont√≠nuo de bem-estar.

Para a mãe que pensou que seria melhor se ela não estivesse mais aqui, que chora o dia todo, que mente para as amigas e diz que a maternidade é um presente incrível e que está chegando naturalmente, mas que realmente deseja que ela possa fugir, eu Até logo.

Para a mãe que está preocupada por não amar o bebê como deveria, que tem medo de ficar sozinha com o bebê porque não quer que nada de ruim aconteça, que está tão perdida que está pesquisando no Google como ser mãe, eu Até logo. À mãe que ficou paralisada pela ansiedade com o pensamento de seu parceiro voltar ao trabalho, que não consegue dormir, que sente a vergonha desses sentimentos até a medula em seus ossos, vejo você.

E, mam√£e, estou lhe dizendo, fica Melhor. isto n√£o tem que ser assim, e isso √© tempor√°rio. Pe√ßa por ajuda. Informe o seu c√īnjuge, seu melhor amigo, seu m√©dico, seu pediatra, seus pais. Diga a si mesmo que voc√™ merece mais do que isso, voc√™ merece mais do que sentir vontade isto. Existem todos os tipos de programas, profissionais, medicamentos e terapia para ajudar com isso, para ajud√°-lo.

Se voc√™ ou algu√©m que voc√™ conhece est√° enfrentando dificuldades, lutando com tristeza ou depress√£o e / ou lidando com o que poderia ser depress√£o / ansiedade p√≥s-parto, pode encontrar mais informa√ß√Ķes e recursos aqui. Se voc√™ estiver em crise, preso emocionalmente em um local escuro e / ou n√£o conseguir sair, ligue para 1-800-273-8255 ou visite este site (tamb√©m h√° um recurso de bate-papo). √Č gratuito, est√° aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana e est√° dispon√≠vel para todos e qualquer um como um recurso.