Por que tratei minha hiperemese gravídica com maconha

Por que tratei minha hiperemese gravídica com maconha

Por que tratei minha hiperemese gravídica com maconha

Catalin205 / iStock

N√£o havia como confundir o sentimento daquela doen√ßa √ļnica quando atingia. Com cada uma das minhas gesta√ß√Ķes, a doen√ßa da manh√£ havia se tornado um pouco mais intensa. Foi um dos fatores menores em tomar precau√ß√Ķes para n√£o expandir nossa fam√≠lia. Agora, aqui estava eu, enfrentando uma quarta gravidez como uma despreparada Jogos Vorazes tributo do Distrito 12, esperando Effie aparecer com seu infame Que as probabilidades estejam sempre a seu favor.

As chances tamb√©m n√£o estavam a meu favor. Gra√ßas √† gen√©tica, herdei um dist√ļrbio chamado doen√ßa degenerativa do disco. Seu principal objetivo √© desintegrar minhas v√©rtebras e, eventualmente, colapsar minha coluna vertebral. Os espor√Ķes √≥sseos crescem onde antes estavam os discos de amortecimento e amortecimento. Gra√ßas ao destino, por√©m, eu era residente do grande estado dos Grandes Lagos, Michigan. Assim que a maconha se tornou uma op√ß√£o legal para o controle da dor, solicitei minha licen√ßa e colhi os benef√≠cios. De nada adiantava engravidar, embora houvesse um pequeno risco de que uma quantidade muito pequena de THC pudesse atravessar minha placenta.

Meu ginecologista s√≥ p√īde sacudir a cabe√ßa com vergonha, pois confessei que minha escolha em medidas de precau√ß√£o havia falhado miseravelmente. A primeira coisa que ele fez foi escrever minha receita para o Zofran, um medicamento anti-n√°usea. Depois, ele escreveu um para as vitaminas pr√©-natais habituais e outro para novos medicamentos a serem adicionados ao meu regime, j√° que eu n√£o podia mais usar maconha para aliviar a dor. Ele me desejou sorte, esperando tanto quanto eu, que o final do meu primeiro trimestre acabasse com a doen√ßa. N√≥s dois sab√≠amos que ele estava desejando em v√£o.

Dia após dia, a doença da manhã se intensificava e provava que seu nome comum era uma mentira estranha, ou então, eu era simplesmente uma aberração da natureza. Ondas constantes de náusea intensa chegavam, me colocando de joelhos diante do trono de porcelana, implorando a Sua Alteza por misericórdia. Meus dias se tornaram uma luta para equilibrar a busca na Internet de todos os contos, mitos, conceitos, hipóteses e deusas auto proclamadas aleatórias da panacéia de Buda que encontrei para aliviar meu sofrimento.

Na minha segunda consulta, eu tinha perdido sete quilos, não muito incomum. Meu médico aumentou minha dose de Zofran para a quantidade máxima. Apenas mais três semanas até o meu segundo trimestre, e pela maioria de todas as mulheres grávidas que já estudaram, a maldição eterna da manhã de uma doença sem fim deve diminuir.

Infelizmente, foi cientificamente provado que eu era, de fato, uma aberra√ß√£o – uma aberra√ß√£o da natureza. Isso era mais que enj√īo matinal. Foi hiper√™mese grav√≠dica.

No meu quarto compromisso, eu tinha perdido 14 libras no total. Dezesseis semanas depois e eu ainda estava vomitando com tanta frequ√™ncia, fui for√ßado a seguir uma dieta l√≠quida. Mas at√© mesmo batidos de prote√≠nas e smoothies de frutas se transformaram na desgra√ßa da minha exist√™ncia, porque meu corpo insistia que tudo o que acontecia tinha que voltar novamente. Meu m√©dico estava ficando preocupado. Ele empurrou meu ultrassom de 20 semanas para 18 semanas e solicitou um teste fetal sem estresse e um extenso exame de sangue para acompanhar os pain√©is t√≠picos feitos nesse per√≠odo. Os resultados confirmaram suas preocupa√ß√Ķes: restri√ß√£o de crescimento intra-uterino, pequena para a idade gestacional SGA).

Com uma fam√≠lia em casa, dependendo de mim para manter as coisas funcionando e tr√™s filhos para cuidar, al√©m de nenhuma ajuda externa da fam√≠lia ou dos amigos, isso precisava chegar ao fim. Estava na hora de mudar as probabilidades a meu favor. Havia apenas um m√©todo que eu sabia que nunca tinha sido usado antes, um m√©todo comprovado e verdadeiro para qualquer outra doen√ßa que me fizesse sentir n√°useas. A terapia com maconha medicinal era a √ļnica coisa entre mim e uma estadia prolongada no hospital, entre a vida e a morte do meu beb√™ ainda n√£o nascido. Era um ac√©falo para mim, como m√£e e crente a longo prazo no bem maior da planta frequentemente deturpada.

No entanto, meu médico teve que pensar um pouco, procurar algumas coisas e verificar a legalidade. Com a aprovação lateral, ele me deu o aval para fazer um teste. Eu tinha quatro semanas para ganhar cinco libras ou seria admitido na maternidade. Ele explicou que eu precisava seguir métodos que não exigiriam um período prolongado de privação de oxigênio, bongos comuns, batidas de gravidade, máscaras de gás e todos os outros absurdos loucos de fãs de Cheech e Chong.

Ent√£o fui para casa, enrolei uma junta e encontrei o primeiro al√≠vio que senti em 20 semanas. Minha cozinha n√£o era mais vista como a arena da Cornuc√≥pia, onde o sustento que meu corpo ansiava desesperadamente poderia arriscar minha vida tentando chegar. O cheiro de comida n√£o me deixou mais cambaleando em dire√ß√£o √† tigela de porcelana. A textura da comida n√£o dispara mais meu reflexo de v√īmito mais r√°pido do que meu marido dispara o alarme de inc√™ndio com sua falta de habilidades culin√°rias. Senti fome, uma sensa√ß√£o estranha depois dos √ļltimos meses de doen√ßa sem parar, inibindo meu apetite.

Eu n√£o queria colocar meu beb√™ em maior risco do que a n√°usea persistente que controlava minha vida j√° tinha. Levou apenas alguns dias para encontrar o equil√≠brio certo, para que eu n√£o vomitasse cada vez que sentisse um cheiro no conte√ļdo da minha geladeira ou arm√°rio de especiarias. (Eu tive que esconder minha prateleira atr√°s de portas fechadas na primeira semana!) Eu rolei tr√™s juntas por dia durante o caf√© da manh√£, almo√ßo e jantar, fumando pequenas batidas sem segurar a inspira√ß√£o, como √© habitual para obter efeitos completos.

Raramente eu precisava de toda a junta para conseguir al√≠vio. Escolhi cepas com baixos n√≠veis de THC e criadas para doen√ßas do est√īmago, como White Rhino, Grape Ape e Sweet Island Skunk. A placenta √© como o pr√≥prio sistema de filtro Brita da natureza, mas eu ajudaria seus esfor√ßos o m√°ximo poss√≠vel para reduzir a exposi√ß√£o ao feto.

O impacto negativo da antiga (e ainda em algumas partes) ilegalidade da maconha ainda assombra a sociedade. O tabu permanece, moldando as perspectivas das pessoas. Muitos olharam para mim quando souberam que eu estava usando a planta durante a gravidez para tratar a hiperêmese gravídica. Eles citaram fatos falsos de décadas anteriores, contaram histórias altas de deformidades extremas para me assustar e agrediram minhas capacidades como mãe aos filhos que eu já tinha.

O que eu n√£o faria √© deixar que a vergonha me afete ou altere minha escolha. Esconder a verdade seria ceder a uma vergonha que n√£o era minha. Fui educado sobre o assunto, totalmente informado na frente cient√≠fica e m√©dica e ciente de quaisquer repercuss√Ķes que possam existir antes e depois do parto. Havia poucos. Manter uma gravidez saud√°vel para o meu filho ainda n√£o nascido era o que importava e a doen√ßa da manh√£ tinha me impedido de vencer essa batalha. At√© agora, aquele pouco Effie ficaria sem palavras.

Dezoito semanas ap√≥s a libera√ß√£o para fumar maconha, eu estava 28 quilos a mais. Foi nessa √©poca que minha √°gua quebrou depois de me levantar para ajudar minha filha de 3 anos a limpar o xixi em sua cama. Seis horas de trabalho e uma hora de empurrar mais tarde, minha filha nasceu, pesando 6 quilos, 3 gramas, medindo 20 polegadas e sem um √ļnico problema relacionado ao meu uso de maconha. Eu n√£o poderia estar mais orgulhosa do meu corpo ou daquela planta milagrosa como quando minha filha nasceu.

Toma aquele, enjoo matinal!

Minha filha agora é uma criança ambiciosa, espirituosa, de 4 anos, com um amor pela vida como nenhum outro, e não posso deixar de ser grata pelo pote que a salvou do impensável. As probabilidades podem nunca ter sido a meu favor, mas certamente eram para o meu milagre, bebê. Não é à toa que ela é uma hippie descalça no coração.