Por que n√£o bebo bebida quando meus filhos est√£o na piscina

Por que n√£o bebo bebida quando meus filhos est√£o na piscina

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Est√°vamos participando de uma reuni√£o de f√©rias na casa de outra fam√≠lia e, como milh√Ķes de outros patriotas naquele dia, meu marido e eu est√°vamos bebendo nossa bebida. Ap√≥s meses de noites sem dormir, birras de crian√ßa e as tentativas de ter dois beb√™s com menos de tr√™s anos de idade, est√°vamos desabafando com outros pais no mesmo barco. E, como nossos amigos moravam a uma curta dist√Ęncia, n√£o precisamos nos preocupar em voltar para casa.

Nossos amigos tiveram sua piscina aberta naquele dia quente, e estava cheia de crianças, brincando e brincando. Como nossos filhos ainda eram pequenos e não sabiam nadar, revezávamos um tempo na piscina com a nossa filha de 3 anos. Depois de algumas bebidas, protetor solar, fraldas de banho e calção de banho no meu corpo pós-bebê não pareciam tão ruins. Nosso filho aproveitava a água sob nossa supervisão um pouco embriagada e, como não sabia nadar, nós o observávamos como um falcão.

Ou assim pensamos.

À medida que o dia passava, trocamos nossas roupas de banho e continuamos a desfrutar da camaradagem da conversa adulta e da comiseração. Sangria vermelha com mirtilos fluía entre as esposas, Coronas e limas para os homens. Todo mundo estava se divertindo, comemorando mais um ano de orgulho nacional, fogos de artifício e guardanapos enfeitados com bandeiras.

E ent√£o aconteceu.

Nosso filho tinha vagado até a área da piscina enquanto continuávamos a desfrutar de coquetéis e conversas. Meu marido estava conversando profundamente, de costas para a piscina. Ele estava a centímetros da borda, perto o suficiente para que se alguém o tivesse empurrado, ele teria caído na água azul cristalina. Por cima do ombro do meu marido, nosso amigo notou nosso filho cambaleando até a piscina, curvando-se e pegando um balde azul que flutuava ao longo da beira da piscina.

Em uma fração de segundo, nosso filho caiu de cabeça na piscina.

N√£o houve gritos. Sem salpicos. Sem gritar: “Mam√£e, me ajude!”

Ele n√£o se agitou.

Ele apenas flutuou lentamente para o ch√£o, como se estivesse relaxando em uma cambalhota.

Nosso amigo nos disse que, por um nanossegundo, ele se perguntou se nosso filho poderia nadar e percebeu imediatamente, enquanto observava nosso precioso primog√™nito afundar como um bal√£o de chumbo, que precisava reagir. Ele empurrou meu marido para fora do caminho, mergulhou na piscina e pegou nosso filho. Nosso amigo o trouxe √† superf√≠cie e o entregou ao meu marido para iniciar a RCP. Meu marido conseguiu ajudar nosso filho a limpar a √°gua dos pulm√Ķes e, exceto por ficar chateado por ele ainda n√£o ter o balde azul, ele estava bem. N√£o √© pior para o desgaste. O epis√≥dio inteiro acabou quase antes de come√ßar.

No entanto, eu perdi o evento inteiro porque estava lá dentro, bebendo coquetéis com minhas amigas, quando meu filho caiu na piscina.

Eu não estava no momento mais perigoso da vida dele, no momento exato que poderia ter reescrito a história de nossa família para sempre. Descuidadamente baixei a guarda e, ao fazê-lo, meu filho poderia ter sido permanentemente danificado. Ou pior.

Aconteceu t√£o r√°pido.

Foi o que todos que testemunharam sua queda me disseram. Ouvi: “Eu pisquei e ele se foi!” e “fiquei chocado por ele ter flutuado at√© o fundo” e “gra√ßas a Deus seu marido estava ali! ‚ÄĚ

Dez anos depois, ainda n√£o superei a culpa.

Depois daquele dia fat√≠dico, fiz uma escolha: nenhuma bebida na piscina quando minhas crian√ßas estavam na √°gua. Tamb√©m institu√≠ uma pol√≠tica de “pernas para dentro”: se meus filhos estavam na √°gua, eu estava na beira da √°gua, pernas balan√ßando na piscina, apenas no caso de precisar tir√°-las da √°gua. Recusei convites para participar de clubes de nata√ß√£o particulares que permitiam piscina de √°lcool, optando por participar da piscina da comunidade. Tomei um gole de √°gua com g√°s e lim√£o sempre que fomos convidados para um encontro de brincadeira √† beira da piscina.

Muitas vezes, ouço os pais conversando sobre tomar alguns drinques à beira da piscina ou brincar sobre a necessidade de ficar bêbados para sobreviver às atividades aquáticas de verão com seus filhos. Vejo pais na praia com refrigeradores de cerveja e mães esgueirando vinho para a piscina em canecas isoladas. Confie em mim, entendo e acredite em mim quando digo que não sou totalmente viciado. Adoro um coquetel de verão tanto quanto a próxima garota, mas não estou disposto a beber quando meus filhos estiverem dentro ou perto da água.

Aconteceu t√£o r√°pido. Muito r√°pido.

Em um piscar de olhos, minha vida como m√£e hoje poderia ter sido dram√°tica e tragicamente diferente.

E descobri que o seltzer com limão é refrescante e tem gosto de um pouco de paz de espírito no verão.