O que fazer com seu filho excessivamente

O que fazer com seu filho excessivamente “pr√°tico”

O que fazer com seu filho excessivamente

Arte de Brent Mosser

Algumas crianças anseiam pela sensação de serem tocadas e espremidas. Eles amam abraços e beijos mais do que a maioria. Embora a maioria das crianças desfrute de visitas ocasionais do Monstro das Cócegas e um abraço caloroso da mamãe, é uma história diferente quando elas estão constantemente procurando amigos, colegas de classe e até estranhos.

De acariciar o cabelo ou o rosto de um amigo até captar colegas ou professores na escola, o comportamento varia de acordo com a criança, mas existe uma solução.

Tudo na fiação

Todos n√≥s somos “conectados” de forma um pouco diferente. Isso se aplica aos nossos processos sensoriais, explica a Dra. Jenny Radesky, especialista em comportamento infantil e pediatra do Hospital Infantil M.S. da Universidade de Michigan C.S., em Ann Arbor.

‚ÄúAlgumas crian√ßas t√™m d√©ficits leves em sua propriocep√ß√£o‚ÄĚ, que √© a capacidade do seu c√©rebro de perceber onde o seu corpo est√° pr√≥ximo dos outros ‚Äúpara que n√£o se registre para eles que eles est√£o muito pr√≥ximos de algu√©m ou que seu corpo est√° realmente inclinado duro com algu√©m ‚ÄĚ, diz Radesky. “Eles n√£o est√£o t√£o conscientes de sua posi√ß√£o corporal e espa√ßo.”

Algumas crian√ßas s√£o motivadas pelo seu “perfil sensorial”, como √© chamado, e n√£o conseguem refrear seus impulsos por motivos de propriedade.

“As crian√ßas podem adorar c√≥cegas, aconchegar-se e abra√ßar e adoram a sensa√ß√£o de press√£o contra objetos ou outras pessoas”, diz Radesky. “Mas eles n√£o percebem o que √© bom para eles, n√£o √© necessariamente bom para a outra pessoa”.

Radesky diz que as crian√ßas com esse problema costumam chamar sua aten√ß√£o dos 3 aos 8 anos de idade, quando est√£o na pr√©-escola e no ensino fundamental e est√£o descobrindo habilidades sociais na sala de aula. √Č aqui que as crian√ßas aprendem sobre bolhas pessoais e a regra “mantenha as m√£os para si mesmo”.

“A maioria das crian√ßas aprender√° como internalizar essas regras e seguir com elas”, diz Radesky. “Para outros, esse impulso de sentir que voc√™ est√° pressionando contra algo e abra√ßar algu√©m √© muito forte, e √© dif√≠cil n√£o fazer isso.”

Enfrente o problema de frente

Radesky diz que √© melhor ter paci√™ncia com os filhos que sentem desejo e tratar cada “pequeno momento de transgress√£o” como um momento de aprendizado.

“Por volta dos 3 anos de idade, as crian√ßas come√ßam a desenvolver a teoria da mente”, diz Radesky. “Portanto, esse √© um momento importante para come√ßar a ajudar as crian√ßas a entenderem o efeito que suas a√ß√Ķes t√™m sobre outras pessoas e se elas v√™em algo de uma maneira que a outra pessoa pode ter recebido de outra maneira”.

Teoria da mente é a capacidade de entender os pensamentos e as perspectivas de outras pessoas, explica Radesky. Assim, as crianças começam a andar uma milha no lugar de outra pessoa na idade pré-escolar.

Os livros ilustrados s√£o uma maneira divertida e acess√≠vel de ajudar as crian√ßas a desenvolver essa habilidade. Radesky recomenda Personal Space Camp por Julia Cook e M√£os para fora, Harry! por Rosemary Wells. Leia juntos e fale sobre como os personagens est√£o reagindo ao personagem ‚Äúpr√°tico‚ÄĚ e o que poderia ser feito de maneira diferente para tornar esses personagens mais confort√°veis.

Para reduzir a necessidade de informa√ß√Ķes sensoriais do seu filho, Radesky recomenda um saco de dormir de Lycra ou um cobertor pesado. E, para gastar alguma energia e atender √†s suas necessidades, tente construir um forte de travesseiro juntos ou desafie-os a uma luta de travesseiros.

Informe ao professor de seu filho quais m√©todos funcionam melhor em casa para que eles tamb√©m possam ser implementados na sala de aula. Se todas as t√©cnicas razo√°veis ‚Äč‚Äčtiverem sido utilizadas sem sucesso, Radesky sugere consultar um terapeuta ocupacional especializado no desenvolvimento da primeira inf√Ęncia.

Esta postagem foi publicada originalmente em 2017 e é atualizada regularmente.