O que aconteceu quando um garoto chamou meu filho com síndrome de Down de 'aparência estranha'

O que aconteceu quando um garoto chamou meu filho com s√≠ndrome de Down de ‘apar√™ncia estranha’

O que aconteceu quando um garoto chamou meu filho com síndrome de Down de 'aparência estranha'

Beth Ann Craver

Eu tenho tentado me encaixar e / ou destacar minha vida inteira. Eu sempre fiquei preso no espa√ßo de n√£o querer ser motivo de riso por ser estranho ou visto como comum. Imagine o meu des√Ęnimo imediato e o deleite eventual quando tive a sorte de ter um filho com s√≠ndrome de Down.

Eu sempre irradio para a maneira como nossa fam√≠lia se destaca dos outros. √Č tipo garoto, necessidades doces e especiais s√£o bem legais. Conto tantas hist√≥rias e, se h√° um espa√ßo em que sempre me senti em casa, √© o lugar de contar minhas hist√≥rias.

Essa história começa em um restaurante onde eu podia sentir um garotinho perfurando minha Judah, de quatro anos, com síndrome de Down. Foi sem malícia e nasceu mais da curiosidade. Eu o vi se virar e mencionar meu filho para o pai dele. Ouvi a palavra estranha e vi o pai ignorar completamente o comentário. Eu segui o exemplo. Esse é o primeiro erro que nós dois cometemos. Nós dois escolhemos nos virar. Muito provavelmente nós dois sentimos algum desconforto ao fazê-lo. Eu sei que sim.

Foi meu filho de 6 anos que mudou o tom. Ele disse com tanta inoc√™ncia quanto os olhares do garoto: “M√£e, aquele garoto disse algo sobre Jud√°; ele disse que parecia estranho.

Eu disse a ele que sabia. Eu vi. E eu pesava algo sobre ele, provavelmente nunca tendo visto algu√©m com s√≠ndrome de Down antes. Eu ent√£o tirei prontamente uma foto de Calvin e seu irm√£ozinho que ele protege t√£o ferozmente. Publiquei imediatamente no Instagram. Foi casual e descuidado, pois nem sequer processei o que estava sentindo sobre o incidente … meu c√©rebro n√£o conseguia recuperar o atraso.

Meu cérebro ficou mais ou menos assim:

Oh meu! Calvin tamb√©m ouviu. Eu sabia que ele disse alguma coisa. Que menino rude. Por que o pai dele nem se virou e nos reconheceu? Por que esse pai est√° deixando passar? Isso √© t√£o irrespons√°vel. Ser√° que eles acham que somos estranhos? Hummm. Eu n√£o acho que sou louco. Tamb√©m n√£o acho que estou triste. Mas me pergunto se eles sair√£o daqui e falar√£o sobre como n√£o √© bom olhar para as pessoas pobres que t√™m um filho com defici√™ncia. Eu gostaria que ele soubesse que √©ramos felizes. Eu gostaria que ele soubesse que n√£o deve ter medo de n√≥s. Eu acho que estou frustrado. Eu gostaria que eles soubessem que √©ramos iguais a eles; uma fam√≠lia jantando. ESPERAR!!! Eu tenho o poder de ter alguma influ√™ncia aqui …

E ent√£o eu fiz.

Eu sorri para o garoto que foi transformado de crian√ßa rude em espectador inocente em um fluxo de consci√™ncia de 15 segundos. E ele mudou de posi√ß√£o imediatamente, como se n√£o f√īssemos temer. Eventualmente, sua m√£e e irm√£ voltaram para a mesa e todos n√≥s voltamos para as respectivas fam√≠lias. Eu fiz quest√£o de mostrar nosso lado bobo. Sim, Jud√° se destaca √†s vezes. Ele joga guardanapos, massa de pizza e praticamente qualquer outra coisa que desagrada o pr√≠ncipe. Mas ele tamb√©m joga mal de esconde-esconde e √© um √≥timo jogador.

Como um prazer para as pessoas que se importa demais com o que os outros pensam, fico preso √† preocupa√ß√£o de perturbar a experi√™ncia gastron√īmica das pessoas e como isso se traduzir√° no que os outros sentir√£o sobre a s√≠ndrome de Down. √Č um alongamento. √Č o meu alongamento. √Č uma percep√ß√£o e eu tenho n√£o ideia se √© verdade. Eu n√£o poderia mudar isso, se fosse, e honestamente, se por algum milagre todos estiv√©ssemos sentados em uma mesa com normalidade e sil√™ncio, eu tamb√©m estaria realmente bem com isso? Duvidoso. O caos √© minha zona de conforto atual. E eu balancei muito mais para me destacar do que me encaixar; seja por idade ou circunst√Ęncia.

A hist√≥ria termina assim. Eu continuei sorrindo. Fiquei aquecendo. Continuamos n√£o nos importando que f√īssemos barulhentos e bagun√ßados, e que n√≥s (Jud√°) √†s vezes encontr√°ssemos cozinhas de restaurantes. E aquele garotinho falou comigo. Ele me contou sobre sua camisa laranja brilhante. Ele me contou como o s√≠mbolo da NIKE significava que era uma camiseta esportiva. Ele continuou falando, e eu tive a sensa√ß√£o de que seus pais desejavam que ele parasse. Fiquei t√£o feliz que ele n√£o fez. Fiquei t√£o feliz que seus pais imitaram meu pr√≥prio constrangimento de levar pessoas pequenas para fora em p√ļblico.

Nossa conversa foi interrompida quando eu tive que perseguir uma Judah correndo pelo bufê movimentado. Eu nunca descobri porque o pai dele não disse nada. Eu gostaria que ele tivesse. Existe um medo e uma enormidade injustificados de lidar com a questão das diferenças. Mas no final não importou porque mudei a percepção.

Acenei adeus àquele garotinho antes de sair e aquele garotinho acenou de volta. Eu tinha certeza de que nos destacamos naquela noite e fiquei tão orgulhoso que o fizemos.