O problema com aqueles Brelfies da √°rvore da vida

O problema com aqueles Brelfies da √°rvore da vida

O problema com aqueles Brelfies da √°rvore da vida

Emma McCandless

No fim de semana passado, meus feeds de not√≠cias nas redes sociais foram dominados por um fen√īmeno ador√°vel: as brelfies da √Ārvore da Vida amamentando selfies que mamas em todo o mundo come√ßaram a postar, gra√ßas ao incr√≠vel aplicativo PicsArt. (Sem rela√ß√£o, como eu n√£o sabia sobre esse aplicativo at√© agora?) As imagens eram lindas e de tirar o f√īlego: m√£es alimentando seus filhos, com uma imagem da √°rvore da vida incorporada como uma homenagem simb√≥lica ao poder vivificante do leite materno.

As imagens come√ßaram como parte de um esfor√ßo para normalizar a amamenta√ß√£o. E acho que esse √© um sentimento importante e poderoso para compartilhar. N√£o, as mulheres n√£o devem ter vergonha de amamentar em p√ļblico. N√£o, eles n√£o devem ser instru√≠dos a encobrir ou que est√£o sendo inapropriados. Eles n√£o s√£o; eles est√£o alimentando uma crian√ßa faminta. Mas por mais que eu adorasse ver todas aquelas belas imagens sendo compartilhadas na Web, elas tamb√©m me deixaram um pouco triste.

Eu nunca fui capaz de amamentar. Eu queria. Eu desesperadamente queria. Antes de meu primeiro bebê nascer, eu planejei totalmente. Ouvi as advertências de que a amamentação pode ser difícil de dominar, mas achei que estaria bem. Então meu filho nasceu e eu comecei a amamentá-lo. Vimos um consultor de lactação no hospital e novamente logo depois que ele voltou para casa. Quando ele tinha cerca de 6 dias, comecei a suspeitar que algo estava errado.

Eu n√£o me senti ingurgitado. Eu tinha leite, mas tinha certeza de que n√£o era suficiente. M√£es na reuni√£o da La Leche League, fui para me dizer para relaxar. ‚ÄúDevo complementar? Eu perguntei. “Ele parece estar com fome o tempo todo.” A resposta que recebi de todo mundo, de outras m√£es ao pediatra, foi ‚ÄúN√£o!‚ÄĚ Fa√ßa o que fizer, n√£o d√™ f√≥rmula para o beb√™. As pessoas diziam a f√≥rmula em tons abafados, como se fosse algo sujo e repugnante

Voltei o pediatra. Ele é lento para ganhar, ela me disse. Mas ele está ganhando. Não desista. Eu tentei bombear. Depois de uma hora ligada à bomba, eu não tinha nem um grama de leite para mostrar. Eu tentei outra bomba. Liguei para o consultor de lactação. Não desista! Eu continuava ouvindo essa mensagem repetidas vezes. Então eu não fiz. Eu bebi mais água. Eu fiz aqueles biscoitos para amamentar. Tomei uma tonelada de feno-grego. E eu continuei tentando.

Ent√£o, quando meu beb√™ tinha um m√™s de idade, fomos √† sua boa visita. Eles o pesaram. Ele caiu quase 2 quilos de seu peso ao nascer. Finalmente, n√≥s o levamos ao hospital. Mas, mesmo assim, a conversa n√£o estava amamentando. Era Deve haver algo errado com seu beb√™. O pobre garoto fez um milh√£o e um exames de sangue. M√£es bem-intencionadas sugeriram que fiz√©ssemos um estudo sobre a andorinha ou solicitamos que ele verifique novamente a l√≠ngua ou qualquer outro n√ļmero de quest√Ķes que possa ser. Porque simplesmente n√£o podia ser o fato de eu simplesmente n√£o ter leite. Todas as mulheres podem amamentar, certo?

Acontece, errado. Sem consultar alguém que não fosse minha esposa, liguei para ela e pedi que pegasse alguma fórmula com qualquer fórmula e mamadeiras a caminho do hospital. Estamos dando a ele, eu disse. Ele está morrendo de fome.

E pronto, meu beb√™ come√ßou a ganhar peso. Sa√≠mos do hospital dois dias depois, com os m√©dicos finalmente dispostos a admitir o que eu sabia o tempo todo. Meu filho estava morrendo de fome. Ele precisava de comida, e a √ļnica maneira de obt√™-lo era pela f√≥rmula

Com meu segundo bebê, eu estava preparado. Tentei amamentar novamente, pensando em todas as coisas que eu poderia tentar fazer de maneira diferente para que funcionasse. Mas isso não aconteceu. Dessa vez, porém, no segundo em que ele não estava ganhando, em seu check-up de duas semanas, dei-lhe uma garrafa. Desta vez, nenhuma viagem de emergência ao hospital para nós.

Não poder amamentar foi uma fonte de grande dor emocional e culpa para mim por um longo tempo. Ver aquelas belas imagens no Facebook neste fim de semana, assistir minhas outras amigas comentarem de cada vez que elas as amavam, machucou meu coração. Eu amo meus bebês tanto quanto eles. Eu quero o que é melhor para eles também. Eu não quero derrubar a amamentação que fui acusada de fazer com a minha afirmação de que a alimentação é melhor, mas quero que outras mães como eu entendam o que eu não fiz.

√Č √≥timo se voc√™ puder amamentar, e se puder (e quiser), dever√° ser totalmente apoiado. Mas nem todo mundo pode. Eu n√£o poderia, por qualquer motivo (meu OB-GYN ainda est√° confuso). E quase deixei meu beb√™ morrer de fome porque ouvi aqueles que disseram que o peito √© melhor, em vez de confiar na minha pr√≥pria intui√ß√£o.

Mães não devem ter vergonha de amamentar. Mas também não devemos ter vergonha se não podemos. Há julgamento suficiente circulando no mundo como ele é e julgar uma mãe por alimentar seu bebê, não importa como, quando ou onde ela escolher não está certo

Portanto, aqui est√° minha pr√≥pria selfie da √Ārvore da Vida e meu lembrete amig√°vel de que todos amamos nossos beb√™s e que n√£o importa como os alimentemos, se eles s√£o felizes, saud√°veis ‚Äč‚Äče crescentes, isso √© tudo o que importa.