N√£o mima meus filhos, mas mostro-lhes empatia e respeito

N√£o mima meus filhos, mas mostro-lhes empatia e respeito

N√£o mima meus filhos, mas mostro-lhes empatia e respeito

Mam√£e Assustadora e Diana Vasileva / Getty

Eu cresci durante uma √©poca em que as portas da frente foram destrancadas e as crian√ßas percorriam os bairros sem se importar com o mundo. Se eu ca√≠sse, comesse lama, mordesse um inseto ou apenas me sentisse triste, eu fazia tudo no conforto do meu quintal ou fazia uma caminhada individual ao redor do quarteir√£o. N√£o havia d√ļvida de que, quando jovem, eu tinha uma sensa√ß√£o de liberdade para fazer as coisas longe dos olhos atentos de meus pais, e aprendi muito sobre mim nesse processo.

Embora eu certamente tivesse cuidadores que queriam me proteger do mundo, tamb√©m sofri abusos e traumas cont√≠nuos em casa desde tenra idade. Essa foi uma mensagem esmagadora e confusa para receber √† medida que aprendi autonomia e tomada de decis√£o consciente durante a minha juventude. Eu acho que ter uma pausa no tempo n√£o supervisionado do lado de fora durante uma inf√Ęncia repleta de caos veio com conforto e desgosto. Eu n√£o tinha apoio de adultos fora dos meus pais, mantive o segredo do meu abuso ao longo da vida trancado longe dos outros e me apoiei na minha imagina√ß√£o sem restri√ß√Ķes para me distrair da dor. Muito de como eu processei (ou n√£o processei) meu trauma veio na forma de jogo independente l√° fora.

Adicionado a esses desafios estava a press√£o que constantemente sentia por superar o crescimento. Fui colocado em todas as atividades extracurriculares dispon√≠veis, participei de competi√ß√Ķes de talentos, mantive um boletim brilhante e nunca reclamei com meus pais sobre os ataques cr√īnicos de baixa auto-estima, vergonha interior e p√Ęnico que inundavam minha mente a cada novo ano acad√™mico. Minha extrema independ√™ncia, juntamente com trauma e perfeccionismo, levou a um diagn√≥stico complexo de TEPT na idade adulta. Aparentemente, tenho vivido inconscientemente com esse dist√ļrbio de sa√ļde mental desde a adolesc√™ncia.

Kamila Maciejewska / Unsplash

Como m√£e, tive meu quinh√£o de momentos em que questiono o que estou fazendo. Devorei livros e podcasts conscientes sobre os pais, trabalhei com meus pr√≥prios traumas do passado em terapia e conversei diariamente com meu marido sobre maneiras de ajudar nossos filhos a abrir mais suas asas. Eu sempre me pergunto se estou dando espa√ßo suficiente aos meus filhos, incentivando a quantidade certa de responsabilidade e cultivando um verdadeiro senso de resili√™ncia com tudo o que eu modelo. Meu filho e minha filha est√£o passando por uma inf√Ęncia muito diferente da minha, ent√£o estou sempre pensando em maneiras de ajud√°-los a crescer em uma sociedade moderna que muitas vezes valoriza os pais de helic√≥pteros em detrimento de cuidados ao ar livre.

Toda a minha pesquisa e experi√™ncia vivida me ensinaram pessoalmente que criar filhos pode ser t√£o simples quanto assustador. Nossos filhos precisam saber, antes de tudo, que s√£o amados, aceitos, seguros e apoiados. Os limites s√£o √≥timos, as consequ√™ncias naturais s√£o um guia √ļtil e ensin√°-los a contribuir para a sociedade em geral √© impressionante. Mas nada disso importa se n√£o incorporarmos amor de dentro para fora e compartilharmos esse amor voluntariamente e abertamente sempre que eles precisarem de nosso apoio.

Acho que esse √© um t√≥pico especialmente not√°vel da conversa quando consideramos os adolescentes em nossas vidas que est√£o lutando com a ansiedade e se sobrecarregam com suas intermin√°veis ‚Äč‚Äčlistas de obriga√ß√Ķes acad√™micas.

De acordo com a Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde, a depress√£o √© uma das principais causas de doen√ßas e incapacidades entre os adolescentes em todo o mundo, e o suic√≠dio √© a terceira principal causa de morte em jovens de 15 a 19 anos. √Č uma verdade bem conhecida que nossos adolescentes s√£o levados ao m√°ximo com uma mensagem social que os ensina a medir seu pr√≥prio valor pelo desempenho, desempenho e capacidade de independ√™ncia deles e quais atividades est√£o realizando para provar seu valor futuro no mundo. trabalhadores.

Mas quando nos concentramos apenas na mentalidade de ‚Äúdeix√°-los falhar‚ÄĚ ou ‚Äúpression√°-los para ter sucesso‚ÄĚ, estamos ignorando completamente que nossos adolescentes s√£o seres humanos vulner√°veis, sens√≠veis e delicados, cujos c√©rebros ainda n√£o foram totalmente desenvolvidos para lidar com tudo isso. press√£o. Algo tem que dar, e isso come√ßa com os pais evoluindo para uma maneira de criar nossos filhos, que inclui ajud√°-los a aprender a crescer, como descreve t√£o eloquentemente esta recente postagem no Facebook da Guilty Chocoholic Mama no Facebook.

“Conhe√ßo tantas crian√ßas crescidas que n√£o t√™m uma hist√≥ria de vida mais f√°cil de contar”, escreve a blogueira Elizabeth Spencer em seu post. ‚ÄúEles t√™m pais que tornaram (e tornam) a vida mais dif√≠cil para eles. Meu cora√ß√£o parte e d√≥i por eles. Se este √© voc√™, meu cora√ß√£o parte e d√≥i por voc√™. Mas como pais, ainda estamos escrevendo nossas hist√≥rias com nossos filhos. Ainda temos a chance de receber esse relato por eles: “Meus pais tornaram a vida mais f√°cil para mim”. Isso n√£o √© permitido. Isso n√£o √© co-depend√™ncia. Isso n√£o √© um crescimento atrofiado. Isso √© relacionamento. Isto √© amor. Esta √© a vida. Raramente √© f√°cil por muito tempo. Mas vivemos juntos, pode ser facilitado. ‚ÄĚ

Adicionar esse tipo de princ√≠pios parentais emp√°ticos e solid√°rios √† nossa vida cotidiana pode ser uma tarefa dif√≠cil para qualquer adulto que se esfor√ßa para pedir ajuda aos outros, falando gentilmente consigo mesmo e aberto a novas formas de pensar. √Č exatamente por isso que eu advogo que todos os adultos embarquem em sua pr√≥pria jornada de amor pr√≥prio, √† medida que descobrem como amar generosamente seus filhos e adolescentes.

Ent√£o, como o amor pr√≥prio pode ajudar-nos a criar nossos filhos com um esp√≠rito mais solid√°rio? Bem, se minha jornada de recupera√ß√£o de trauma me ensinou alguma coisa, √© que aprender a amar a n√≥s mesmos √© a melhor ferramenta que tenho para criar meus filhos. Meu filho e filha sempre ter√£o o exemplo de uma m√£e que est√° aprendendo a se estender de um lugar de valor interior. Eles ser√£o capazes de chegar at√© mim em meio a momentos dif√≠ceis e, sem d√ļvida, sentir√£o minha presen√ßa incondicional, sem restri√ß√Ķes. Vou incentiv√°-los a voar, a voar, a cair e a voltar. Tamb√©m vou manter meus bra√ßos abertos para que eles corram para qualquer lugar e a qualquer hora.

Isso não significa que paro de deixar meus filhos enfrentarem desafios, resolverem os próprios problemas ou tropeçarem ao longo do caminho. Isso significa que eu me coloco à disposição deles, caso precisem se apoiar em mim, ser vistos e ouvidos ou apenas querer uma pausa quando desejam um.

√Č f√°cil olhar para as palavras independ√™ncia e responsabilidade e pensar apenas em termos de controle rigoroso e assertivo. Somos regularmente incentivados a incentivar nossos filhos e adolescentes a se manterem alinhados com o modo como o mundo opera. Ensinamos a eles a se esfor√ßarem, fazerem sua parte e n√£o serem um idiota. Defendemos o amor duro pelos pais, na esperan√ßa de que eles produzam adultos neste mundo que pensam al√©m de si mesmos. O principal problema que encontro ao criar filhos dessa maneira √© que ele pode deixar muito pouco espa√ßo para empatia, gentileza e interdepend√™ncia.

Muitos adultos no meu mundo me criticaram por ser permissiva demais com meus filhos. Eles me ensinam como eu deveria dar tarefas diárias aos meus filhos pequenos, esperando mais deles quando eles atuam, e usando um sistema de recompensa e punição como forma de fazê-los ouvir. Embora isso certamente crie medo e incentivo superficial suficientes para que meus filhos façam o que eu preciso que eles façam e me deixem em paz quando quero que eles sejam independentes, em sua essência esse tipo de estilo de vida não trata de maneiras de cultivar sua autoestima, sua intuitividade inata ou sua necessidade inerente de pertencer e conectar-se.

Como m√£e, eu pessoalmente vejo cada um dos meus filhos como os seres humanos √ļnicos que s√£o. Lembro que eles precisam de tanto amor e facilidade quanto eu nesta vida. E eu os guio a fazer escolhas positivas e ponderadas sem a preocupa√ß√£o de repercuss√Ķes duras. Isso resultou em uma filha de quatro anos que brinca sozinha em nosso quintal com abandono selvagem, me ajuda em casa quando me v√™ limpando e ama seu irm√£ozinho feroz e plenamente. Ela √© uma amiga atenciosa e gentil com seus colegas de classe e certamente perguntar√° aos adultos de sua vida se eles precisam de ajuda. Ela √© uma tomadora de risco consciente, sonha alto e persiste mesmo diante da incerteza. Ela √© dona dos momentos em que atua e pode at√© articular o porqu√™. E ela me mostrou um exemplo melhor de resili√™ncia do que qualquer pessoa que j√° vi na minha vida.

√Č muito importante para n√≥s, pais, nos perguntarmos algumas coisas: com que frequ√™ncia procuramos ajuda quando precisamos? Estamos nos permitindo ser autenticamente vistos e ouvidos de forma vulner√°vel com nossos entes queridos? E qu√£o abertos estamos para evoluir e curar se crescemos sem o apoio amoroso necess√°rio que tanto merec√≠amos? As respostas a essas perguntas podem ser a melhor chave para criar nossos filhos de todo o cora√ß√£o. Queremos crian√ßas que fazem coisas por si mesmas e prestam servi√ßo √†s pessoas ao seu redor. Mas, sem dar a eles o fundamento do amor incondicional que todos n√≥s nos beneficiamos de receber, suas a√ß√Ķes podem, em √ļltima an√°lise, ter um cora√ß√£o fraco.

Quer eles o comuniquem ou n√£o, nossos filhos est√£o implorando para que seguremos suas m√£os pelo tempo que precisarem, os aplaudimos quando tentam algo novo e os apoiamos amorosamente quando eles aparecem com coragem e compaix√£o neste mundo. Vamos querer confiar que nosso apoio cont√≠nuo aos pais √© uma das maiores formas de capacita√ß√£o que podemos oferecer aos nossos filhos. Se permitirmos, eles pedir√£o ajuda sempre que acharem honestamente que desejam. Se permitirmos que eles liderem usando sua pr√≥pria b√ļssola interna, eles certamente nos indicar√£o os momentos em que precisam de depend√™ncia. E sabendo que eles podem procurar seus pais a qualquer momento, n√£o importa o que aconte√ßa, nossos filhos ser√£o mais fortes por isso.