Meu filho mais velho odiava o bebê novo

Meu filho mais velho odiava o bebê novo

Stephanie Duncan

Quando nosso primeiro filho nasceu, n√£o pod√≠amos acreditar na nossa sorte. Ele era “aquele beb√™”. Ele dormiu em qualquer lugar, n√£o importa o que acontecesse ao seu redor. Ele come√ßou a amamentar sem grandes falhas e, mais tarde, quando estava em estado s√≥lido, n√£o era muito exigente. Ele estava sempre feliz, sorrindo e podia se divertir com um anel de denti√ß√£o por horas a fio.

Meu marido e eu brigamos por cuja composição genética contribuiu para esse bebê descontraído e descontraído. Sabíamos que ele era uma raridade, uma anomalia, porque estávamos cercados por amigos e filhos de familiares que não possuíam necessariamente essas mesmas qualidades angelicais. . A vida foi boa.

Um dia, meu marido e eu nos sentamos e concordamos que queríamos mais filhos. Nós dois tínhamos irmãos e sabíamos que não queríamos que ele ficasse sozinho quando íamos para pastos mais verdes. Além disso, obviamente estávamos muito bom nessa coisa de bebê. Basta ver como o mundo dos pais estava nos tratando até agora!

Fizemos tudo o que os livros nos disseram para fazer para receber um beb√™ rec√©m-nascido em uma casa com uma crian√ßa existente. Preparamos-o com livros sobre o qu√£o emocionante era receber um novo beb√™ em casa. Compramos para ele uma camiseta do irm√£o mais velho e um amedal com o “melhor irm√£o de todos os tempos”, que usava com orgulho no pesco√ßo. T√≠nhamos comprado um caminh√£o de brinquedo gigante para ele e o embrulh√°vamos e esper√°vamos ir para casa quando volt√°ssemos do hospital. Seria da sua nova irm√£zinha, Qu√£o engenhoso, pensamos.

Quando o grande dia chegou, meu filho de 2,5 anos teve uma festa do pijama especial com a vov√≥. Na manh√£ seguinte, ele foi inundado com o incentivo de como esse dia seria o melhor de todos os tempos. Ele iria conhecer sua nova irm√£zinha. Quando chegou ao hospital, ele foi autorizado a parar na loja de presentes e escolher um novo bicho de pel√ļcia para sua irm√£. Imagine isso! Ser autorizado a escolher um brinquedo novo para algu√©m que ele nunca conheceu. Ele foi desfilado pelo elevador at√© a maternidade e recebeu ordens para entrar e conhecer o novo beb√™ – seu futuro melhor amigo.

E foi aí que a merda atingiu o ventilador.

Nunca esquecerei a maneira como meu filho olhou para mim quando entrou naquele quarto de hospital e me viu amamentando sua nova irm√£zinha. Ele tinha uma apar√™ncia de pura derrota. Essa coisa de ‚Äúirm√£o mais velho‚ÄĚ era um monte de merda de cavalo.

As semanas seguintes √† sua chegada foram, por falta de uma palavra melhor, “inferno”. Minha filha estava fazendo o que os novos beb√™s fazem de melhor: dormir. Continuei concentrando toda a energia que possu√≠a em meu filho, como sugeriam os “especialistas”, e assegurei que nossa rotina fosse o mais normal poss√≠vel para os tempos de “pr√©-beb√™-irm√£”. Nada disso funcionou.

Os convidados vieram visitar e foram gentis o suficiente para trazer presentes para ele e seu novo papel como “Big Brother”. Seu pai o levou ao parque e ao zool√≥gico nos fins de semana por algum tempo de “pai e filho”. Ele n√£o se importava. Ele queria sua m√£e para si mesmo novamente.

Ele queria ser o beb√™. Sua linguagem sempre foi avan√ßada para sua idade, mas ele come√ßou a regredir e insistiu em falar como um “beb√™” sempre que o humor lhe convinha. Ele teve colapso ap√≥s colapso. Um colapso foi t√£o grave que ele se recusou a voltar para o passeio duplo depois de deixar a aula de m√ļsica e o carteiro teve que carreg√°-lo pela rua para mim, para que eu pudesse empurrar minha filha em seguran√ßa para casa. Ele queria dormir com mam√£e e papai √† noite. Ele passou o tempo de soneca gritando com a casa, resultando em eu finalmente desistir da soneca – uma decis√£o que uma m√£e com um rec√©m-nascido n√£o toma de √Ęnimo leve.

O que aconteceu com o nosso menino angelical ?! Meu marido e eu est√°vamos muito nervosos e pensamos brevemente em coloc√°-lo na creche enquanto eu ficava em casa com minha filha.

Logo come√ßamos a “permitir que ele” se comportasse como um beb√™, nunca o corrigindo como o “menino grande”. N√≥s demitimos o r√≥tulo de “irm√£o mais velho” e n√£o o incentivamos a ajudar a mudar o beb√™ ou banh√°-lo. Afinal, por que diabos uma crian√ßa iria querer ajudar a trocar uma fralda suja ?!

Ent√£o, um dia, cerca de cinco meses depois que ela nasceu, meu filho chegou a uma epifania. Bem, pelo menos √© o que assumimos. N√£o tenho certeza se essa epifania foi que a irm√£ dele n√£o era t√£o ruim, ou se foi a constata√ß√£o de que ela n√£o estava indo a lugar algum, ou se era apenas ele dizendo a si mesmo ” tudo bem, parece haver espa√ßo suficiente para dois beb√™s nesta fam√≠lia. ‚ÄĚ E foi isso. Ele assumiu seu papel como nosso menino quase ang√©lico “quase” nascido de novo.

A vida era boa novamente. Por um tempo. Dois anos depois, recebemos outra menininha em nossa fam√≠lia. Dessa vez, demitimos a fanfarra de ‚Äúirm√£ mais velha, irm√£o mais velho‚ÄĚ e nosso filho se adaptou √† nova adi√ß√£o com facilidade. Quanto √† nossa filha; essa foi uma hist√≥ria diferente, ainda estamos pagando o pre√ßo pela chegada da irm√£zinha dela.