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Lavar as mãos: o que podemos aprender com a decisão revolucionária de um médico

A seguir, um trecho adaptado de Decis√Ķes: conselhos pr√°ticos de 23 homens e mulheres que moldaram o mundo por Robert L. Dilenschneider. Reproduzido com permiss√£o da Kensington Books.

Conte-me entre aqueles que aparentemente não receberam o gene da ciência. No meu caso, o queimador de Bunsen no meu laboratório do ensino médio me fez entrar. Conheço muitas pessoas que, após a dissecação de um sapo de borracha morto, devolveram o bisturi ao professor de biologia e decidiram se especializar em inglês.

Felizmente, para todos nós, há muitas pessoas que, geneticamente talentosas ou não, vivem e trabalham na terra da ciência.

Um pioneiro no admirável mundo novo da teoria dos germes: Ignaz Semmelweis, resistiu à estrutura de poder médico de meados do século XIX. Embora aposto que você nunca ouviu falar, provavelmente é responsável pelo fato de lavarmos as mãos com tanta frequência.

Semmelweis nasceu em 1818 e morreu em 1865. Educado na Hungria e na √Āustria, praticava medicina no Hospital Geral de Viena em 1847, quando foi sua grande descoberta / decis√£o. A gera√ß√£o espont√Ęnea estava come√ßando a ser suplantada pela teoria dos germes.

Semmelweis decidiu prestar atenção à febre infantil (pós-parto), que, é claro, só afetava as mulheres após o parto e era quase invariavelmente e terrivelmente fatal. (Eu vou lavar minhas mãos). As mães, de fato, identificaram o ponto crucial do problema da febre infantil muito antes dos médicos (geralmente homens).

Antes de meados do s√©culo XIX, a maioria dos beb√™s nasceu em casa de parteiras (geralmente mulheres) que cuidavam da m√£e e do filho. Infec√ß√Ķes e riscos de todos os tipos eram amea√ßas constantes, mas geralmente os m√©dicos eram solicitados apenas a emerg√™ncias. Quando as institui√ß√Ķes de sa√ļde come√ßaram a se desenvolver, o trabalho saiu de casa e, cada vez mais, os m√©dicos substitu√≠ram as parteiras. E foi quando Semmelweis notou, como m√£es novas e gr√°vidas, que havia uma conex√£o entre febre infantil (e m√£es que est√£o morrendo) e beb√™s nascidos com a ajuda de um m√©dico versus uma parteira.

Eu lhe dei um arenque vermelho aqui. O que √© relevante n√£o √© o sexo do m√©dico ou parteira, mas o fato de os m√©dicos quase sempre irem para a maternidade diretamente do … necrot√©rio, onde realizavam aut√≥psias e … n√£o lavavam as m√£os. Nossas mentes modernas est√£o se recuperando das implica√ß√Ķes dessa pr√°tica insalubre, mas em meados do s√©culo XIX, quando os germes eram um novo conceito, era. As parteiras estavam na maternidade apenas para cuidar de seus pacientes e n√£o tiveram a oportunidade de transportar tantos germes com tanta facilidade.

Em 1847, quando Semmelweis decidiu seguir a conexão que era tão clara para ele, ele encontrou o que chamaríamos de revés. Sua solução, que os médicos lavam entre estudar os mortos e cuidar dos vivos, era tão simples e elegante, mas ele criticou aqueles que tinham poder na prática da medicina. Médicos (homens) eram superiores, enquanto parteiras e mães (mulheres) eram inferiores.

O fato √© que algumas das caracter√≠sticas pessoais de Semmelweiss tamb√©m podem ter dificultado a ado√ß√£o de sua descoberta. Ele n√£o era um companheiro especialmente colegial ou atraente. Ele n√£o parecia se importar com o que os outros o percebiam e n√£o gostava de passar tempo se comunicando com seus colegas na comunidade m√©dica. Ele n√£o transmitiu sua descoberta. Voc√™ optou por n√£o substituir essas fraquezas n√£o exatamente √ļteis ou n√£o conseguiu mudar?

A incidência de febre infantil diminuiu acentuadamente quando a lavagem das mãos se tornou cada vez mais rotineira. Como ficou óbvio que a prática teve muitos outros benefícios no hospital e em qualquer outro ambiente (pense em cozinhas de restaurantes!), A lavagem das mãos é agora uma segunda natureza para todos nós. E está evoluindo! Recentemente, li uma reportagem informando que não importa se você usa água quente ou fria, basta usar muito sabão e não pare de ensaboar até contar até dez.

H√° muito a aprender com Semmelweis e sua decis√£o:

  1. Se você quiser fazer a diferença, identifique um problema e decida resolvê-lo.
  2. Saiba do que você está falando. Semmelweis trouxe anos de rigorosa educação e experimentação, bem-sucedidas e malsucedidas.
  3. Não seja escravizado pelo que a sabedoria convencional diz que é aceitável. Se Semmelweis tivesse, ele nunca teria decidido confrontar a estrutura de poder médico em que estava imerso.
  4. Decidir n√£o decidir tamb√©m √© uma decis√£o. Devido √† sua personalidade, Semmelweis era indiferente a tomar certas a√ß√Ķes que poderiam ter ajudado a espalhar sua descoberta.
  5. Não deixe de compartilhar e contar aos outros sobre o progresso que você fez. Você pode incentivá-los a melhorar ainda mais a sociedade.

Copyright 2020 Robert L. Dilenschneider.

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