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Hoje eu amo meus vizinhos

máscara de um vizinhoFeito com amor …

Hoje eu amo meus vizinhos que me deixam na rua e nas cal√ßadas quando saio para procurar minha sa√ļde e ainda sa√ļdo alegremente em resposta √†s minhas sauda√ß√Ķes. Eu amo que um vizinho na minha rua montou um banco tempor√°rio de comida na esquina usando uma estante velha e sobras de conservas e massas quando as coisas come√ßaram a ficar ruins aqui. Eu amo que outro vizinho tenha feito m√°scaras de algod√£o e as entregue, uma para uma casa no meu quarteir√£o, pelo menos, se n√£o mais. Eu amo que meus irm√£os e eu mantenho contato via mensagem de texto porque eles s√£o antigos e ainda pensam que "m√≠dia social" √© uma palavra ruim. Eu amo que a esposa do meu falecido pai adotou a tecnologia e agora est√° no Facebook. Eu amo que minha casa ainda esteja muito destru√≠da e que permane√ßa muito confort√°vel. Eu amo que fizemos passeios virtuais pela nova cozinha em v√°rias ocasi√Ķes e parece que as pessoas gostam disso. Eu amo que sobrevivamos sem um fog√£o. Eu amo que ele diga isso com frequ√™ncia porque me faz admitir que estou ciente de que me incomoda n√£o poder fritar nada! Haha Eu amo que ainda tenho muito o que fazer e que n√£o deixo a lista de tarefas me pressionar demais.

Hoje eu amo que todos os dias analiso meus sentimentos de sa√ļde e tento decidir se estou enjoado devido aos medicamentos que tomo ou se √© porque estou enjoado de algo e todos os dias passo metade do dia convencido de que tenho um v√≠rus e talvez EL V√≠rus e eu passamos metade do dia firmemente dizendo a mim mesma que me sinto t√£o mal e √© assim que √©. Eu amo que tenho certeza que isso me faz normal, pelo menos nesse sentido. Eu amo que voc√™ tamb√©m me pergunte quando vou sucumbir e desafiar qualquer coisa para tentar me derrubar, porque eu sou o homem mais forte do mundo, ent√£o l√°!

Hoje eu amo maçãs e canela no meu mingau, mas ainda sou um velho duro. Eu amo o fato de que existem plantas com flores por todo o lugar e elas me trazem alegria, mas ainda sou um homem velho e duro. Eu amo que haja crianças brincando alegremente nas calçadas de suas famílias em nossas ruas e fico feliz em ouvir seus gritos e risadas, mas ainda sou um homem velho e duro.

Hoje, adoro tomar café e ser grato aos bons vizinhos e contemplar onde essa máscara será usada primeiro, mas não usá-la no café.

Kelly Babcock

Nasci na cidade de Toronto em 1959, mas me mudei quando estava no meu quarto ano de vida. Fui criado e educado em um ambiente rural, crescendo de uma maneira que gosto de chamar de campo livre. Eu moro em uma √°rea onde a hist√≥ria da minha fam√≠lia remonta a 6 ou mais gera√ß√Ķes. Fui diagnosticado com TDAH aos 50 anos e tenho lutado com a nova realidade e usando minhas descobertas para melhorar minha vida. Escrevo aqui dois blogs no Psych Central, um sobre o TDAH e outro que √© uma afirma√ß√£o positiva di√°ria que funciona como um exemplo de encontrar o bem na maior parte da minha vida poss√≠vel.

Saiba mais sobre mim no meu site: writeofway. Siga @ writeofwaydotcand email ADHD Man

Referência da APABabcock, K. (2020). Hoje eu amo meus vizinhos. Psych CentralRecuperado em 8 de abril de 2020, em https://blogs.psychcentral.com/today-i-love/2020/04/today-i-love-my-neighbourhoods /