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Existe masculinidade realmente tóxica?

A masculinidade t√≥xica, como um fen√īmeno social, faz sentido. Deixe-me explicar. Quando as ideologias das regras baseadas em g√™nero pelas quais as pessoas vivem, as pr√≥prias pr√°ticas se cristalizam em estere√≥tipos previstos. Mas, para entender a masculinidade t√≥xica, devemos tamb√©m entender a natureza e a hist√≥ria do patriarcado. A masculinidade t√≥xica abrange uma categoria t√£o ampla de comportamentos / cren√ßas / pr√°ticas tipicamente executadas pelos homens.

Como fen√īmeno social, tornou-se uma ferramenta para definir o comportamento historicamente aceit√°vel dos homens em rela√ß√£o √†s mulheres, elas mesmas e / ou outros homens. No entanto, agora est√° sendo desafiado, como deveria.

O que é masculinidade tóxica?

Para muitos, é simplesmente uma explicação geral para a violência masculina e o sexismo. O termo surgiu do movimento masculino das décadas de 1980 e 1990. Mas então foi adotado no discurso da universidade e nos estudos em sala de aula.

Ent√£o, como √© a masculinidade t√≥xica na pr√°tica? Alguns dos exemplos mais simples seriam dizer aos homens para n√£o expressar suas emo√ß√Ķes ou fazer da raiva a √ļnica emo√ß√£o masculina aceit√°vel. Tende a alinhar a viol√™ncia com a masculinidade. Tende a depender da objetifica√ß√£o da mulher. Mas, e aqui est√° a parte mais importante de tudo isso, a ideologia por tr√°s de tudo isso tamb√©m deve ser defendida como normal.

Compreender a masculinidade t√≥xica tamb√©m √© entender a natureza do patriarcado. Em muitos grupos tribais, o patriarcado era o modo de vida normal; O homem era o centro da comunidade. O homem era o participante e colaborador mais valioso. Qualquer pessoa fora dessa esfera foi tratada e assumida como um cidad√£o secund√°rio. Vemos isso remontando √† hist√≥ria pr√©-b√≠blica, onde mesmo na narrativa de Ad√£o e Eva, as mulheres foram criadas em segundo lugar e culpadas pela queda da humanidade. Nesse contexto em que os homens foram acusados ‚Äč‚Äčde dominar a natureza e as mulheres estavam destinadas a apoiar os homens em tudo o que fazem, √© uma ressaca dos princ√≠pios patriarcais.

A masculinidade t√≥xica n√£o √© um fen√īmeno separado do patriarcado. Como existe patriarcado, h√° masculinidade t√≥xica. O patriarcado definiu os homens como protetores e provedores de uma fam√≠lia ou comunidade. Para uma mulher assumir esse papel, o homem pareceria fraco. Mesmo no meio disso, j√° ouvimos uma forma emergente de masculinidade t√≥xica. A sociedade se perde quando uma maneira de pensar coloca as mulheres como contribuintes secund√°rios ao progresso humano. Quando voc√™ abra√ßa a masculinidade atrav√©s de um filtro tenso de comportamentos esperados, e parte desse filtro justifica a marginaliza√ß√£o de mulheres, homens e natureza, o progresso de qualquer sociedade acaba por sofrer.

OS LIMITES DA CATEGORIA NÃO AJUDAM.

Em tudo isso, encontramos os problemas de categorizar certos comportamentos e marginalizar outros. Valorizando certas id√©ias em detrimento de outras. Que de alguma maneira n√≥s n√£o entendemos o mapa do territ√≥rio. Mais explicitamente, o que quero dizer √© que confiamos no termo – at√© extremismo – para definir quais s√£o os par√Ęmetros do que parece ser um homem na sociedade de hoje.

Que de alguma forma, se um homem gosta da cor rosa, ou ama o arco-íris, ou o abraço é um unicórnio, então de alguma forma eles são menos masculinos, eles deveriam ser gays ou feminizados. Aqui está outro exemplo prático e ideológico para desenvolver isso:

  • A id√©ia dominante das intera√ß√Ķes homem-mulher como competi√ß√£o, n√£o coopera√ß√£o.
  • A id√©ia generalizada de que os homens n√£o podem realmente entender as mulheres e vice-versa, e ent√£o que voc√™ n√£o pode ter verdadeira companhia entre sexos diferentes.
  • A expectativa de que homens de verdade s√£o fortes e que demonstrar emo√ß√£o √© incompat√≠vel com ser forte. A raiva √© enquadrada como uma exce√ß√£o √† regra ou n√£o como uma emo√ß√£o.
  • Relativamente, a ideia de que um Homem Real n√£o pode ser v√≠tima de abuso, ou que falar sobre isso √© vergonhosa.
  • Os homens s√£o assim: a expectativa de que os homens de verdade s√£o muito interessados ‚Äč‚Äčem sexo, querem fazer sexo e est√£o prontos para fazer sexo mais, se n√£o o tempo todo.
  • A id√©ia de que os homens de verdade devem estar preparados para serem violentos, mesmo quando isso n√£o √© necess√°rio.

O principal a lembrar aqui √© que, depois de criar uma categoria, qualquer tipo de categoria ter√° naturalmente uma hierarquia e um conjunto de op√ß√Ķes que ser√£o normalizadas e aceitas; aqueles que n√£o s√£o, s√£o automaticamente exclu√≠dos como anormais.

Este tamb√©m √© o caso tamb√©m da masculinidade t√≥xica. Isso nos leva a nos perguntar (que √© uma pergunta importante): O que √© uma masculinidade saud√°vel? Ser√° que tal coisa existe? Se j√° denunciamos as limita√ß√Ķes dos r√≥tulos, precisamos de uma compreens√£o categ√≥rica do que significa ser um homem no contexto de hoje? Esse √© um bom lugar para come√ßar.

Alguns podem argumentar facilmente que não precisamos de uma definição de masculinidade. Sem ele, o que significa ser homem estará constantemente emergindo e evoluindo. Embora seja aqui que eu pessoalmente paro sobre o assunto, de uma perspectiva sociológica, para chegar ao ponto em que a identidade é fluida, temos que nos afastar sistematicamente de toda a história e ideologia em que vivemos atualmente; Mais pesquisas, mais flexibilidade e mais abertura terão de ser a postura intrínseca da sociedade em que a masculinidade tóxica foi normalizada.

Seria irreal dizer que todos esses tipos de mudan√ßas poderiam acontecer da noite para o dia. Todos devemos come√ßar a mudar nossa mentalidade para uma compreens√£o mais fluida do que significa ser humano com identidade de g√™nero, e isso √© que tamb√©m devemos come√ßar a desafiar todas essas no√ß√Ķes. Que os homens n√£o precisam ser inerentemente violentos. Esses homens podem tratar as mulheres igualmente. Esses homens podem se expressar da maneira que preferirem, desde que essa express√£o n√£o prejudique seus semelhantes. Que ser homem nem sempre precisa depender inerentemente de certas qualidades.

O gênero em si é simplesmente um termo em que confiamos para categorização social. Gênero e anatomia são duas coisas muito diferentes. Um é ideológico e o outro é biológico. No entanto, anatomia não é destino. Mesmo agora, na nova onda da epigenética, estamos descobrindo que o DNA também não é destino. Para ser quem pensamos que somos, você deve estar sob escrutínio e investigação.

Outra maneira de dizer tudo isso, em termos de potencial baseado na identidade, √© citar a fil√≥sofa francesa Julia Kristeva, que afirma que: ‚Äú… a linguagem √© o que nos exila do objeto de nosso desejo. Idiomas, id√©ias e categorias s√£o limita√ß√Ķes inerentes ao potencial.

Isso significa que nossa identidade deve e sempre deve ser fluido. Ou, estaremos sempre manipulando o que significa ser humano da maneira que sufocaria toda a liberdade que todos nós fomos ensinados a desejar da maneira normal.

A principal maneira de sair de coisas horr√≠veis como a masculinidade t√≥xica √© perceber o que foi dito acima, e ent√£o podemos desconstruir na ordem inversa como chegamos aonde estamos. Quando o fizermos, a esperan√ßa √© que possamos come√ßar a construir uma sociedade muito melhor e mais igualit√°ria, onde g√™nero e suas categorias n√£o tenham a √ļltima palavra.

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