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Eu li o ensaio da faculdade de meu filho e parti meu coração

Eu li o ensaio da faculdade de meu filho e parti meu coração

Mam√£e Assustadora e Cultura / Seb Oliver / Getty

Ser pai é difícil.

Quando seus filhos atingirem a adolescência, você provavelmente estará firmemente plantado na meia-idade. Com todos Essadesafios, agora você também está se adaptando à sua mudança de papel de pai para adulto.

E vamos encarar, o envelhecimento édifícil.Como seres humanos adultos, aproximando-se do provável ponto intermediário de nossas vidas, temos nosso próprio conjunto de desafios. Eu fiz o suficiente? Como não estou mais à frente na vida?

Eu estraguei meus filhos de alguma forma?

A resposta é sim.

Sim, você estragou seus filhos de alguma forma. Todos nós fazemos.

Recentemente, me deparei com o ensaio para meus filhos na faculdade. Uma c√≥pia impressa estava na penteadeira do quarto dele. Eu sabia que ele n√£o queria que eu o lesse – o pai dele e eu perguntamos se poder√≠amos e ele recusou em v√°rias ocasi√Ķes, optando por utilizar o centro de escrita da escola e se apoiar nos amigos para obter feedback.

Talvez n√£o devesse, mas li esse maldito ensaio.

Eu aprendi que posso ter causado algum dano irreparável. Ou talvez seja reparável, espero que seja. Quando ele tinha 12 anos, descobri que seu pai estava tendo um caso com outro homem. Quando meu ex saiu gay e começamos a nos separar, depois o divórcio, as coisas estavamruim.Nós brigamos, não fomos legais um com o outro. Eu estava uma bagunça. Eu fuidevastado.A vida que eu conhecia se foi. A vida que eu sonhava, e segurava em minhas mãos por mais de 17 anos, desapareceu em um instante. Eu era uma bagunça disfuncional. Eu não aguentava. Junto com o meu casamento, eu desmoronei. Eu desmoronei.

Eu sabia que era difícil para o meu filho, mas naquele dia aprendi que isso afetava meu filho mais do que eu jamais poderia imaginar.

Os dias em que eu não conseguia sair da cama e costumava ficar doente como desculpa não eram exatamente difíceis de entender por ele. As crianças são mais espertas do que lhes damos crédito às vezes, e ele sabia. Colocou mais pressão nele para assistir sua irmã do que eu imaginava. Ele foi colocado em uma posição em tenra idade para cuidar de mim, o que eu não sabia que estava fazendo com ele na época, e isso nunca deveria ter acontecido.

Os coment√°rios maliciosos, embora verdadeiros, eu fiz sobre o pai dele na frente dos meus filhos – sobre como ele era manipulador e de car√°ter pobre – ficaram com ele. Os insultos sobre a sexualidade de seu pai o ofenderam. S√≥ para esclarecer, n√£o tenho nada contra ele ser gay, mas estava com tanta ang√ļstia e com tanta raiva que era por isso que ele estava me deixando. Meu filho viu como eu tentando coloc√°-lo contra o pai. Na √©poca, eu tentei tanto n√£o dizer essas coisas, guardar tudo para mim, mas √†s vezes era demais. Ainda n√£o tinha aprendido que minha realidade n√£o √© a realidade dos meus filhos. Eles merecem dois pais que os amam e est√£o envolvidos em suas vidas. Eles n√£o merecem ser colocados na posi√ß√£o de ter que escolher lados.

Eu não era a melhor mãe durante esses tempos. Mas eu estava fazendo o melhor que pude com os recursos que tinha na época. Eu estava me debatendo e apenas tentando chegar ao dia seguinte inteiro. Eu estava no modo de sobrevivência.

Hoje, ao contemplar isso, sinto muito arrependimento sobre como lidei com meu estado mental ao navegar no div√≥rcio. Estou triste que minhas a√ß√Ķes (ou falta de) afetaram meu filho como eles. Sinto que falhei muito com ele.

Quero justificar minhas a√ß√Ķes (ou falta de a√ß√£o) com ele. Para dizer a ele que seu paifoimanipuladora e controladora e terr√≠vel para mim durante esse tempo e √© por isso que eu estava uma bagun√ßa. √Č por isso que eu n√£o era a melhor humana e m√£e que eu poderia ser. Quero dizer a ele que seu pai facilmente poderia ter facilitado o processo de div√≥rcio para todos n√≥s. Claramente n√£o ia dar certo, e eu entendi isso. Teria sido bom poder chegar a uma resolu√ß√£o amigavelmente. Foi a maneira como meu ex me tratou durante esse processo que me deixou perturbado e quebrado. Eu gostaria de poder dizer ao meu filho que, e mais importante, gostaria de faz√™-lo entender isso e concordar comigo.

Sim, quero explicar e me justificar para o meu filho. Mas isso invalidaria completamente a experiência e os sentimentos de meus filhos. E seus sentimentos são extremamente válidos. Não importa o quanto eu justifique, isso nunca mudará sua experiência.

Como estou lutando para aceitar o fato de ter causado muita dor ao meu filho durante esse per√≠odo, minha m√£e apontou que havia algumas coisas bonitas naquele ensaio. Ele falou sobre como a experi√™ncia o transformou em uma pessoa mais forte, como ele aprendeu a ser compassivo e ter empatia com os outros. Ele aprendeu a cuidar dos outros, mas tamb√©m aprendeu a import√Ęncia de cuidar de si mesmo. Essas s√£o algumas li√ß√Ķes incr√≠veis que aprendemos na adolesc√™ncia. Essas li√ß√Ķes o servir√£o bem.

Enquanto continuo pensando nas palavras escritas, estou percebendo que meus filhos não são realmentemeu.Eles são meusresponsabilidadecuidar até que eles possam se transformar em adultos independentes. Eles nunca serãomeu. Eu não, nem nunca,próprioeles. Eles têm experiências próprias e veem o mundo através de suas próprias lentes. Não posso mudar essa lente, por mais que eu queira.

Quanto a mim, estou dizendo a mim mesma que estava fazendo o melhor trabalho possível com o que tinha na época. Minha mãe sempre disse que retrospectiva é sempre 20/20, e é a verdade. Se eu pudesse voltar, sim, teria feito as coisas de maneira diferente. Eu teria me esforçado mais para sugar e encontrar uma maneira de ser uma mãe melhor durante esse tempo. Mas eu não posso voltar. Tudo o que posso fazer é seguir em frente. Tudo o que posso fazer é abrir uma conversa sobre perdão e graça, e espero que isso seja suficiente. Espero que meu filho possa me perdoar e me dar graça.

Estamos todos apenas fazendo o nosso melhor. Mesmo quando o nosso melhor n√£o parece bom o suficiente, ainda √© o nosso melhor. N√£o existe um manual para pais perfeitos, e todos n√≥s estamos “enlouquecendo”. √Äs vezes as coisas d√£o certo e √†s vezes n√£o. Bem, acho que as coisas sempre d√£o certo, nem sempre como n√≥s quero que eles. Ser pai √© dif√≠cil. √Äs vezes √© de partir o cora√ß√£o.

E, como o resto da vida, é uma experiência de aprendizado. Estamos fazendo o nosso melhor. Nós aprendemos. E faremos melhor da próxima vez.