Deixando a inf√Ęncia permanecer em um mundo que leva √† idade adulta

Deixando a inf√Ęncia permanecer em um mundo que leva √† idade adulta

Deixando a inf√Ęncia permanecer em um mundo que leva √† idade adulta

Todor Tsvetkov / iStock

Minha filha de 11 anos cai ao meu lado no sofá, enrolando as pernas em uma bola. Ela não diz nada, mas sua sobrancelha franzida deixa claro que algo a está incomodando. Qual é o problema? Eu pergunto, rezando para que não seja algo horrível. (Eu sempre rezo para que não seja algo horrível.)

Ela respira fundo enquanto os olhos se enchem de l√°grimas. Tudo est√° mudando, ela diz. Todo mundo est√° crescendo, e ainda n√£o estou pronto.

Oh, doce menina. Lembro-me de ter essa mesma conversa com a irm√£ mais velha nessa idade. Minhas meninas adoraram profundamente a inf√Ęncia. O filamento quando eles sentem que o tempo est√° acelerando, seus corpos se transformando, seus amigos se afastando de jogos imagin√°rios e fantasias de inf√Ęncia compartilhadas. √Ä medida que o galope d√° lugar a conversas com garotas, metamorfose na maquiagem, e piratas e princesas s√£o substitu√≠dos por per√≠odos e espinhas, eles choram.

E por mais que eu n√£o goste de ver meus filhos infelizes, fico feliz. Eu preferiria que eles se apegassem √† inf√Ęncia do que se apressando na adolesc√™ncia ou na idade adulta. Eles ter√£o o resto de suas vidas como adultos. N√£o tenho raz√£o para apressar nada disso.

Mas a relut√Ęncia de minhas filhas em crescer parece um forte contraste com a cultura dominante, onde as crian√ßas s√£o pressionadas pela m√≠dia, seus colegas e, √†s vezes, at√© mesmo pelos pais, a crescer mais r√°pido do que deveriam. As principais caracter√≠sticas da brincadeira infantil, da imagina√ß√£o e da inoc√™ncia s√£o uma fugaz inociedade simultaneamente obcecada com a sujeira da TV e o desempenho acad√™mico da realidade. Roupas, jogos e m√≠dia s√£o comercializados para pr√©-adolescentes, com o objetivo de transform√°-los em mini-adultos. A programa√ß√£o televisiva supostamente voltada para os adolescentes √© mais frequentemente consumida pelo p√ļblico adolescente. Os pais fazem coisas como levar as crian√ßas de 7 anos para verPiscina morta, alheio √† classifica√ß√£o R ou supondo que seu filho possa lidar com a viol√™ncia sangrenta, palavr√Ķes e sexualidade.

N√£o √© apenas o escoamento da m√≠dia adulta e da cultura pop que me preocupa. Durante anos, fiquei surpreso com o n√ļmero de crian√ßas em idade escolar que vemos em parques ou florestas preservadas fora do hor√°rio escolar. Na maioria das vezes, as √ļnicas pessoas que encontramos nesses lugares s√£o pais com beb√™s e crian√ßas pequenas. Onde est√£o os filhos grandes?

Não é nenhum segredo que vivemos em uma era de atividades programadas e tudo cada vez mais competitivo. Embora os esportes organizados possam ser altamente benéficos, eles também consomem muito tempo extracurricular da criança. Adicione pilhas de tarefas domésticas em idades mais precoces e mais precoces, além da atração do tempo na tela, além do medo dos pais de enviar crianças para explorar fora (por causa do medo de molestadores de crianças ou vizinhos intrometidos que chamarão CPS) e ficaram com crianças que são perdendo os benefícios educacionais e emocionais do jogo livre, ativo e imaginativo.

Para ser claro, n√£o estou dizendo que as crian√ßas n√£o devem ter nenhuma responsabilidade de cuidar. Eu sou um grande f√£ de tarefas, expectativas razoavelmente altas e envolvimento da comunidade, e acho que esses aspectos da maturidade s√£o saud√°veis ‚Äč‚Äčpara que as crian√ßas se familiarizem com as crian√ßas, frequentemente e com frequ√™ncia. √Č o excesso de programa√ß√£o e o M avaliado para o mundo maduro que eu acho que as crian√ßas merecem. para ser protegido, tirar o recreio e a aula de arte para dar tempo para a prepara√ß√£o para os testes, a calcinha fio dental feita para adolescentes, o mundo das m√≠dias sociais que incentiva o ranking social e o cyberbullying.

Ser pai na era da m√≠dia ininterrupta √© dif√≠cil. Os profissionais de marketing sabem o que est√£o fazendo. Mas, a menos que os pais tenham um papel ativo em limitar a exposi√ß√£o e mitigar os efeitos da publicidade e da cultura popular, nossos filhos internalizar√£o a ideia de que a inf√Ęncia termina em torno dos 8 anos. Isso n√£o √© algo que eu esteja disposto a aceitar.

N√£o podemos proteger nossos filhos de tudo, mas podemos fazer o poss√≠vel para proteger a inf√Ęncia. Pode parecer paradoxal, mas minha teoria √© que dar √†s crian√ßas tempo, espa√ßo e abrigo para serem crian√ßas, contanto que elas precisem realmente as ajuda a amadurecer mais rapidamente quando chegar a hora. Assim como uma borboleta permanece envolta em sua cris√°lida at√© que suas asas estejam totalmente desenvolvidas, viver uma inf√Ęncia inteira gera uma idade adulta saud√°vel. Vejo isso acontecendo agora com minha filha mais velha. Estou impressionado com o quanto ela mudou e amadureceu desde aqueles dias de lamenta√ß√Ķes sobre crescer. Agora, aos 15 anos, ela fala sobre como est√° feliz por ter tido uma inf√Ęncia completa e apreciou a inoc√™ncia infantil enquanto podia. Isso √© bom para ela. E parece certo para mim.

Ent√£o eu coloquei meu bra√ßo em volta do meu filho do meio e enxuguei suas l√°grimas. Voc√™ vai crescer, eu digo a ela. Todo mundo faz. Mas voc√™ n√£o precisa deixar de ser uma crian√ßa ainda. Voc√™ acabar√° mudando das coisas que voc√™ gosta de fazer agora. Mas n√£o h√° pressa. Leve o seu tempo e aproveite a sua inf√Ęncia enquanto dura.

Ela sorri e assente, me dá um abraço longo e feroz, depois galopa para brincar.