De jeito nenhum eu estou tendo um chá de bebê, e é por isso

De jeito nenhum eu estou tendo um chá de bebê, e é por isso

Jacoblund via Getty

Acabei de atingir meu terceiro trimestre de gravidez Рe parece surreal. De maneira alguma minha experiência começou sem problemas. A doença extrema da manhã, mais o marido que viaja e a depressão no primeiro trimestre, tornaram as coisas um pouco difíceis, para dizer o mínimo. Mas, mesmo considerando tudo isso, essa gravidez passou mais rápido do que o esperado.

Ao me aproximar da data de vencimento, mais e mais pessoas têm feito as perguntas habituais relacionadas à gravidez. Você está nervoso por ser mãe de dois filhos? (Sim.) Você planeja mais? (Vá embora.) Como você se sente? (Como uma baleia.)

E a minha pergunta menos favorita de todas: quando você vai tomar um chá de bebê?

Para ser claro, não acho que essas pessoas tenham má vontade quando me perguntam sobre um chá de bebê. Dependendo do indivíduo, fico bastante lisonjeado por tantas pessoas quererem a oportunidade de receber nosso novo filho com presentes.

Ao mesmo tempo, nada disso é suficiente para mudar o profundo desdém que sinto por chás de bebê. Então não, eu não quero um. Aqui está o porquê:

1. Eu odeio atenção.

Este é o meu segundo filho. No meu primeiro, tive uma pequena reunião íntima em minha cidade natal, realizada no Dia de Ação de Graças. Havia boa comida, a multidão era pequena o suficiente para não me sentir incrivelmente desconfortável e fui abençoada com presentes atenciosos. Mas eu ainda odiava.

N√£o gosto de situa√ß√Ķes em que sou o centro das aten√ß√Ķes. N√£o sou uma borboleta social. Sendo um ambivert, estou completamente satisfeito com a falta de eventos p√ļblicos. Mas √© muito mais dif√≠cil perder um evento que foi criado em sua homenagem. N√£o gosto da press√£o resultante de saber que qualquer evento foi organizado comigo especificamente em mente. E, apesar do fato de todos estarem perto de mim e terem significado em minha vida, eu mal podia esperar que terminasse.

2. Eu odeio os jogos.

Eu tenho que admitir, h√° algo que eu odeio ainda mais do que ser o centro das aten√ß√Ķes – quebra-gelo obrigat√≥rios e jogos em grupo. Ainda n√£o participei de um ch√° de beb√™ que n√£o tenha alguma forma de atividade obrigat√≥ria em grupo. * insira o olhar mortal *

Eu sei eu sei. Todos temos livre-arbítrio. Se não quero participar de atividades de banho, não preciso. Mas vamos lá, quem quer ser o idiota que vai ao chá de bebê e não respeita o horário estabelecido em favor da mãe?

Para mim, a √ļnica coisa pior do que ser for√ßada a participar de um monte de fraldas cheirando jogos no chuveiro de outra pessoa √© sentar e assistir como as outras pessoas participam delas no meu pr√≥prio chuveiro.

Seria diferente se os jogos do chá de bebê, onde coisas que eu gostei, fossem Cartas Contra a Humanidade, charadas ou tabus. Mas nunca tive a sorte de ser convidado para um chá de bebê com jogos legais.

3. N√£o preciso de um lembrete de peso.

Em um ch√° de beb√™, quase todos os eventos s√£o configurados para lembr√°-lo sobre o seu peso, de alguma forma ou de outra forma.H√° um, se n√£o mais, jogos que envolvem as coisas em torno de sua barriga e esperam que os h√≥spedes adivinhem quantas rota√ß√Ķes s√£o necess√°rias para encontrar sua nova circunfer√™ncia. N√£o, gra√ßas ao papel higi√™nico enrolando em volta do meu corpo para me lembrar que eu ganhei uma quantidade substancial de peso. Isso √© dif√≠cil de passar nas piadas e nas medi√ß√Ķes.

Eu posso ficar sem me sentir como uma bola de praia, enquanto outros ganham prêmios por adivinhar quantos quilos existem entre o meu peso atual e meus vestidos favoritos. Nas chás de bebê, as pessoas passam um tempo discutindo o seu tamanho de forma recreativa.

Sei que todo mundo tem boas inten√ß√Ķes, mas, considerando que essa √© minha segunda vez, sei o que quero da minha experi√™ncia com a gravidez. Temos que parar de impor scripts de gravidez √†s m√£es. Acredite, tenho mais do que o suficiente para me preocupar sem me for√ßar a fingir estar √† vontade com socializa√ß√Ķes, conversas sobre peso e brincadeiras.

Podemos respeitar isso e seguir em frente?