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As bênçãos de uma crise

Pode parecer surpreendente ver as palavras bênçãos "e crise" na mesma frase, mas esperamos que você não apenas veja que essas duas palavras podem andar juntas, mas na maioria das vezes elas caminham juntas. Como muitos outros paradoxos aparentes, tudo depende da perspectiva da qual você está olhando as coisas.

N√£o nos interpretem mal. De maneira alguma estamos negando ou descartando a seriedade das circunst√Ęncias em que todos n√≥s (e com isso queremos dizer os 7,8 bilh√Ķes de pessoas na √ļltima contagem) est√£o atualmente. Sem d√ļvida, estamos no meio de uma crise internacional de boa-f√©, sem precedentes em nossas vidas. Ent√£o, sim, enfrentamos a necessidade de enfrentar os desafios desta crise com clareza, sabedoria, entendimento, criatividade, mente aberta e cora√ß√£o aberto.

Fazer isso pode exigir que aumentemos nossa capacidade de cultivar essas qualidades para incorpor√°-las mais plenamente na tomada de decis√Ķes e a√ß√Ķes que servir√£o ao nosso bem-estar e ao dos outros. A chave para fazer isso est√° na defini√ß√£o real da palavra crise. Vem do grego Krisis, que significa: um ponto de virada em uma doen√ßa que pode significar recupera√ß√£o ou morte. O idioma chin√™s representa o termo crise com dois caracteres, que se traduz em perigo e oportunidade.

Como normalmente associamos uma crise ao perigo, muitas vezes esquecemos que cada crise cont√©m as sementes de oportunidades de crescimento, aprendizado, cura e possibilidades anteriormente n√£o reconhecidas. N√£o estamos sugerindo que o v√≠rus COVID-19 exija alegria e seja uma fonte de felicidade. E, no entanto, oferece presentes que podem nos esclarecer, inspirar e motivar a procurar fora da caixa que cont√©m nossas respostas testadas e verdadeiras a situa√ß√Ķes dif√≠ceis e amea√ßadoras.

Nossas solu√ß√Ķes conhecidas podem ser √ļteis em muitos casos, mas quando somos confrontados com circunst√Ęncias que est√£o fora dos limites de nossas experi√™ncias familiares e somos desafiados a pensar e agir fora da caixa do experimentado e verdadeiro. Esse pensamento nos permite ver as possibilidades que estavam aqui, mas n√£o eram vis√≠veis at√© que fomos empurrados para al√©m dos limites da nossa imagina√ß√£o e fomos capazes de reconhecer o que antes nos era invis√≠vel.

Uma das coisas que √© f√°cil perder quando sentimos oprimidos √© a incapacidade de nos acalmar ou at√© mesmo saber como nos acalmar quando nos sentimos angustiados. Ficar calmo no meio de uma crise √© uma √≥tima id√©ia, mas n√£o √© f√°cil faz√™-lo quando estamos cheios de medo. A calma n√£o apenas nos ajuda a expandir nosso leque de possibilidades, mas tamb√©m a acalmar a ansiedade das pessoas ao nosso redor. Foi o que o monge budista vietnamita, Thich Nhat Hanh, disse sobre evitar a propaga√ß√£o e o cont√°gio do medo e do p√Ęnico e o poder de uma mente equilibrada:

Quando navios cheios de refugiados que fugiam do Vietn√£ durante e ap√≥s a guerra encontravam tempestades ou piratas, todos se perderiam se entrassem em p√Ęnico. Mas se apenas uma pessoa no barco permanecesse calma e concentrada, muitas vezes seria suficiente para evitar uma cat√°strofe total.

A capacidade de manter seu cora√ß√£o aberto no inferno √©, como o falecido professor espiritual Stephen Levine nos lembrou, um dos grandes pontos fortes daqueles que praticaram a arte da aten√ß√£o plena. A oportunidade de praticar a presen√ßa est√° sempre presente para n√≥s, mas se esperarmos at√© o meio de uma crise para pratic√°-la, talvez j√° seja tarde demais. A capacidade de reconhecer essa oportunidade e praticar enquanto podemos √© um presente que as crises nos d√£o. Estar em casa como muitos de n√≥s hoje em dia nos d√° a oportunidade de participar de pr√°ticas centradas que nos permitem evitar estados de p√Ęnico quando os sentimentos de agita√ß√£o se tornam muito intensos.

Outro exemplo de presente que pode estar dispon√≠vel quando nos sentimos perdidos, desorientados, sozinhos e sem apoio √© que ele pode ser um lembrete v√≠vido de nossa necessidade de conex√£o f√≠sica e emocional com os outros. Em nossas vidas motivadas e em ritmo acelerado, √© f√°cil esquecer que todos precisamos de uma conex√£o profunda e significativa com os outros para prosperar, ser feliz, realizado e saud√°vel. Frequentemente, n√£o √© at√© desacelerarmos, geralmente n√£o por escolha consciente, mas por uma mudan√ßa em nossa situa√ß√£o que envolve circunst√Ęncias indesejadas ou imprevistas, como acidentes, doen√ßas ou um colapso em nossa ordem social, que experimentamos profundas necessidade de conex√£o a partir da qual nossas experi√™ncias di√°rias geralmente nos distraem. Lembrar que todos somos interdependentes um do outro pode nos fazer sentir vulner√°veis ‚Äč‚Äče em risco de perda ou dor, mas tamb√©m pode ser um poderoso motivador para nos lembrar o quanto √© importante aprofundar e fortalecer nossos la√ßos emocionais com os outros e torn√°-lo um maior prioridade em nossas vidas.

Levamos um grupo para Cuba há alguns anos atrás, onde ouvimos uma história de um de nossos guias quando estávamos em Havana. Durante os anos que os cubanos chamaram de período especial, de 1991 a 2000, após a dissolução da União Soviética, quando Cuba perdeu quase todo o apoio material e financeiro que recebia da União Soviética, houve extrema privação. e sérias dificuldades no país. Havia uma escassez severa de muitas necessidades básicas de vida, especialmente alimentos, para todo o país, mas surpreendentemente, praticamente não havia mortes por fome. Nosso guia explicou que isso se devia à disposição da população cubana de compartilhar a pouca comida que eles tinham com os outros, em vez de economizar ou acumular o que eles tinham. Nosso guia estava grávida na época e acreditava que, se não fosse pelo espírito de generosidade durante os momentos que seus amigos e vizinhos expressaram a ela, ela provavelmente não tem o bebê saudável que tinha, que agora é uma bela jovem de Vinte anos.

H√° muita sabedoria nas li√ß√Ķes e lembretes em tempos de crise que essas vinhetas revelam. Todos n√≥s sabemos e sabemos desde os primeiros dias que precisamos um do outro. Que nenhum homem (ou mulher ou crian√ßa) √© uma ilha ‚ÄĚe que a chave para nossa sobreviv√™ncia e sa√ļde f√≠sica e emocional est√° no grau em que podemos estender nosso n√≠vel de cuidado, compaix√£o e generosidade entre n√≥s, em vez de limit√°-lo n√≥s mesmos e nossos parentes mais pr√≥ximos. Aqueles momentos em que estamos mais inclinados a restringir nosso campo de apoio e conex√£o m√ļtuos atrav√©s do medo e da inseguran√ßa s√£o os momentos em que mais precisamos lembrar que somos seres sociais e que nossa natureza b√°sica √© agir de acordo. ; e fazer o contr√°rio √© arriscar-se a colocar-se em perigo.

Não é tolice compartilhar com os outros quando sentimos maior necessidade de apoio, comida ou amor, mas, de fato, é a essência do interesse próprio esclarecido. Ser o que olhamos fora de nós mesmos para experimentar, incorporar essas qualidades, em vez de procurá-las fora de nós mesmos, é o caminho mais direto para a experiência, não simplesmente a crença de que não estamos sozinhos e abandonados. Ao fazer isso, somos lembrados de que estamos em comum com todos os seres vivos da Terra, e quando tratamos os outros a partir dessa consciência, há uma mudança em nossa percepção deles. Começamos a vê-los como espíritos afins e parceiros, em vez de adversários. Reconhecendo que todos nós nos esforçamos, à nossa maneira, para atender às mesmas necessidades, lidar com os mesmos medos e realizar as mesmas esperanças, não é apenas a nossa percepção que muda, mas também a nossa própria experiência de vida.

E assim, aproveite a oportunidade que o Coronavirus nos oferece. Uma crise é uma coisa terrível a perder!

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