Ajudar as crianças a encontrar a área cinzenta e a nuance em seus pensamentos

Ajudar as crianças a encontrar a área cinzenta e a nuance em seus pensamentos

Ajudar as crianças a encontrar a área cinzenta e a nuance em seus pensamentos

Pode ser enlouquecedor quando sua crian√ßa de 6 anos proclama em voz alta, um dia depois de ir ao parque, que ela “nunca” pode ir ao parque. Tentar usar a l√≥gica para explicar a uma crian√ßa chateada que voc√™ foi ontem ontem pode ser uma fa√ßanha herc√ļlea. √Č uma √°rea cinzenta.

Por mais frustrante que seja, esse pensamento em preto e branco entre as crianças nem sempre pode ser uma coisa ruim. Douglas Barnett, Ph.D., psicólogo clínico especializado em psicologia do desenvolvimento infantil e familiar da Wayne State University, diz que esse tipo de pensamento aparece quando as crianças tentam organizar seus pensamentos e sentimentos sobre o mundo ao seu redor.

Como a √°rea cinza se desdobra

Quando as crian√ßas atingem uma certa idade, geralmente entre 6 e 8 anos, organizam seus pensamentos e opini√Ķes criando categorias como “bom” ou “ruim” para coisas diferentes, explica Barnett.

“Quando as crian√ßas ficam” online “, quando as emo√ß√Ķes s√£o novas e est√£o tentando descobrir seus sentimentos, pode ser dif√≠cil”, diz ele.

√Č nessa faixa et√°ria que um novo turbilh√£o de emo√ß√Ķes pode se manifestar ao falar em extremos.

“Quando meus filhos eram pequenos, era sempre: ‘Eu odeio isso ou aquilo'”, diz Barnett. Eles tamb√©m fazem generaliza√ß√Ķes como: “Voc√™ nunca me deixa jogar!” ou “Voc√™ est√° sempre me incomodando!”

“Tamb√©m pode parecer que eles n√£o est√£o sendo ouvidos, a menos que estejam sendo extremos”, acrescenta Barnett. “√Äs vezes, eles dizem as coisas de uma maneira normal e isso √© ignorado; ent√£o, dizem de novo de uma maneira mais extrema para chamar a aten√ß√£o.”

Apontando a √°rea cinza

Quando as crianças começam a falar em extremos, ou a usar sua linguagem para expressar coisas que são evidentemente falsas, os pais devem dar um feedback sobre o comportamento, diz Barnett.

“Quando uma crian√ßa diz: ‘Eu odeio ir √† escola’, ou o que quer que seja, desafie ou exagere”, diz Barnett. ‚ÄúEnt√£o, eu dizia algo como: ‘Voc√™ odeia a escola! N√£o h√° nada na escola que voc√™ goste! Voc√™ at√© odeia descansar com seus amigos! ‘”

Ent√£o, √© claro, √© prov√°vel que a crian√ßa intervenha e diga: “Oh, eu n√£o odeio o recreio”.

“Dou feedback ao interpret√°-lo literalmente e eles se tornam mais precisos, mas √© um processo”, acrescenta. “Se voc√™ fizer um bom trabalho, eles tamb√©m come√ßar√£o a corrigi-lo.”

Lembre-se de que, se as crianças estão usando suas palavras para se expressar, é uma coisa boa.

“Se voc√™ come√ßar a sufocar as palavras, elas poder√£o come√ßar a mostrar como se sentem com uma a√ß√£o, para que isso seja mais problem√°tico”, ressalta Barnett. “Coloc√°-lo em palavras √© o primeiro passo e coloc√°-lo em palavras melhores √© o pr√≥ximo passo.”

Quando vai longe demais

Se a maneira como seu filho expressa seu pensamento em preto e branco come√ßa a prejudicar os relacionamentos com amigos, pais ou irm√£os, pode ser √ļtil levar a quest√£o a um psic√≥logo infantil.

Antes de você dar esse passo, Barnett recomenda que os pais passem algum tempo pensando em quando o comportamento começa e para para determinar sua gravidade.

‚ÄúPor quanto tempo isso persiste? Isso √© algo √ļnico? Existem outros fatores, como se eles est√£o com fome ou doentes? Acho que os pais sabem quando as coisas s√£o incomuns ou problem√°ticas ‚ÄĚ, explica Barnett.

Os pais n√£o devem se preocupar muito. Sempre haver√° solu√ßos ao longo do caminho, diz ele, e os pais podem “v√™-los como oportunidades para construir relacionamentos com seus filhos”.

Ilustração de Brent Mossner