Psicologia

6 pensamentos que tive quando meu bebê por nascer foi diagnosticado com uma condição séria

6 pensamentos que tive quando meu bebê por nascer foi diagnosticado com uma condição séria

Metin Kiyak / iStock

“Pode haver algo seriamente errado com seu beb√™.” Jamais esquecerei aquelas palavras que a parteira me disse em um telefonema de sexta-feira √† tarde ap√≥s minha triagem pr√©-natal de 12 semanas. Meu beb√™ teve uma transluc√™ncia nucal aumentada (NT), o que poderia significar muitas coisas. A parteira nos marcou uma consulta para a quarta-feira seguinte para aconselhamento gen√©tico. “Tchau. Tenha um bom fim de semana.”

O que acabou de acontecer? Eu estava em choque. Eu n√£o sabia o que fazer. O que eu poderia fazer? Aparentemente, fica l√° por cinco dias, criando os piores cen√°rios da minha cabe√ßa. Eu n√£o tinha informa√ß√Ķes reais e mil e se. Isso seria uma longa espera.

Quando finalmente chegou a quarta-feira, eu e meu marido fomos ao hospital para nossa consulta de aconselhamento gen√©tico. Fomos informados de muitas possibilidades que poderiam estar ocorrendo. A lista foi exaustiva ao ouvir ‚Äús√≠ndrome isso‚ÄĚ e ‚Äúdefeito isso‚ÄĚ. Com essas novas informa√ß√Ķes em m√£os, decidimos fazer um teste de amostragem das vilosidades cori√īnicas (CVS) naquele dia.

Enquanto eu estava lá para ser preparado para o teste de diagnóstico invasivo, o técnico de ultrassom realizou uma tomografia para dar uma olhada no bebê. Ela parecia confusa e chamou o médico. O tamanho do NT agora estava normal. Talvez eles estivessem errados na semana passada! Talvez seja um milagre! Talvez meu bebê esteja bem depois de tudo! Com a contribuição do médico, decidimos não prosseguir com o procedimento naquele dia, pois os possíveis riscos agora podem superar os benefícios.

Semanas e meses se passaram e tentamos classificar o incidente do NT como um acaso. No meio da minha gravidez, chegou a hora de fazer a minha anatomia. Est√°vamos t√£o animados para descobrir se est√°vamos tendo uma menina ou menino. “√Č uma garotinha!” exclamou a tecnologia de ultra-som. N√£o poder√≠amos estar mais felizes.

Ent√£o aconteceu. Com o olhar que cruzou o rosto do t√©cnico, eu sabia que algo estava errado. Ela demorou um pouco demais em um ponto na minha barriga. “N√£o consigo tirar uma boa foto. Vou deixar o m√©dico tentar – ela disse e saiu correndo da sala. Enquanto meu marido parecia calmo e inocentemente inconsciente, eu apenas sabia.

O m√©dico informou-nos naquele dia que nossa filha tinha um grave defeito estrutural em seu cora√ß√£o. Embora os detalhes de sua doen√ßa cong√™nita ainda n√£o estivessem claros, sab√≠amos que n√£o era bom. Tamb√©m sab√≠amos que poderia exigir cirurgia card√≠aca aberta logo ap√≥s o nascimento. Agora t√≠nhamos as informa√ß√Ķes, mas os e-se ainda estavam l√°.

Durante o restante da minha gravidez, conversamos com cardiologistas e perinatologistas pedi√°tricos e fizemos v√°rios testes para monitorar a sa√ļde do beb√™. Durante esse per√≠odo, passei por altos e baixos emocionais. Eu vacilaria entre ficar completamente arrasado e aceitar calmamente o que estava acontecendo. Em nenhuma ordem espec√≠fica, os pensamentos mais recorrentes que tive foram os seguintes:

1. Isso n√£o pode estar acontecendo.

Talvez os m√©dicos estejam todos errados e meu beb√™ esteja bem. Nem todo caso √© livro did√°tico. Meu beb√™ pode ser o √ļnico que surpreende todos os m√©dicos. Talvez, se eu n√£o falar em voz alta, n√£o seja verdade. Sim, ela ficar√° bem.

2. Fiz algo para causar isso?

J√° sou uma p√©ssima m√£e para essa garotinha? Senti que estava culpada. Poderia ter feito algo diferente para evitar isso? N√£o queria que as pessoas soubessem do diagn√≥stico por medo de que elas tamb√©m me culpassem. Por esse motivo, e tamb√©m o n√ļmero 1, s√≥ conversamos sobre a situa√ß√£o com nossa fam√≠lia e amigos mais pr√≥ximos; √© uma decis√£o que, olhando para tr√°s, lamento. Teria sido √ļtil aumentar nosso sistema de apoio durante esse per√≠odo, e agora sei que n√£o tinha motivos para me envergonhar.

3.O que posso fazer para corrigir isso ou melhorar a situação?

Eu rezei. Eu meditei e visualizei resultados positivos. Marquei consultas em UTIN e unidades cardíacas pediátricas em diferentes hospitais. Entrei para grupos de suporte on-line para pais de crianças com problemas cardíacos. Mas principalmente, eu esperei.

4.Não é justo.

Por mais clichê que pareça, eu pensei, Por que eu? Nós somos boas pessoas. Por que isso estava acontecendo? Eu me senti enganada com o que deveria ser minha gravidez. Eu deveria estar brilhando e aninhando, não me tornando um especialista médico.

5. E se ela n√£o estiver bem?

Esse pensamento era demais para suportar, por isso não permiti que minha mente fosse aqui com muita frequência.

6. Tudo ficar√° bem.

Durante essa montanha-russa de emo√ß√Ķes, eu teria dias em que me sentiria completamente em paz com o diagn√≥stico de doen√ßa cong√™nita de nossa filha. Tudo ficaria bem. N√≥s poder√≠amos fazer isso. Eu realmente acreditava em tudo isso.

Na véspera de Natal daquele ano, nossa filha nasceu. Ela foi imediatamente transferida para a UTIN do nosso hospital e de lá para uma unidade de terapia intensiva cardíaca em um hospital infantil em outro estado. Tivemos um começo difícil e, quando a trouxemos para casa, com 9 semanas de idade, ela já havia completado sua primeira de várias cirurgias cardíacas abertas.

Nossa menina forte tem 5 anos agora. Ela est√° indo muito bem, embora nossa jornada ainda n√£o tenha terminado. Eu ainda tenho meus altos e baixos. N√£o √© f√°cil, mas na maioria dos dias deixo de pensar no n√ļmero 6. Tudo ficar√° bem. Vai ficar tudo bem. N√≥s podemos fazer isso. E eu agora conhecer isso √© verdade.

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